António Cotrim / Lusa

Rescaldo do incêndio em Valongo, Pedrogao Grande

A reconstrução das casas que arderam em Pedrógão Grande, no âmbito do grande incêndio deste Verão, está a seguir lentamente e agora surge mais um problema no caminho: o elevado preço cobrado pelos empreiteiros.

O jornal Expresso apurou que há empreiteiros a pedirem valores que rondam quase o dobro do habitual para recuperar algumas das casas ardidas no incêndio de Pedrógão Grande que levou à morte de 64 pessoas.

A denúncia é feita ao semanário por várias instituições promotoras da reconstrução das casas e que apelam à renegociação dos preços praticados.

“Antes do fogo, os preços rondavam os 500 euros por metro quadrado, agora não se encontra nenhum empreiteiro local que aceite fazer uma obra por menos de 750 euros

e alguns pedem até 950 euros por metro quadrado”, revela uma fonte não identificada.

Contactada pelo jornal, a Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS) refere que desconhece casos destes. E os empreiteiros da zona negam as alegações e falam em preços “normais”.

Até agora, só foram reconstruídas 18 casas que arderam no incêndio e decorrem obras em outras 26 habitações, segundo apurou o Expresso.

O semanário acrescenta que está previsto que a reconstrução arranque em mais 14 casas, restando outras 15 ainda sem intervenção.

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