António Cotrim / Lusa

Manifestação dos lesados do papel comercial do BES, promovida pela Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial, em frente a sede do Novo Banco, em Lisboa

A proposta aprovada pelo Parlamento para emigrantes lesados do BES recuperarem 75% do dinheiro está a ser aceite pela maioria. A associação que representa os emigrantes lesados alerta, no entanto, que ainda há duas mil contas e muito dinheiro à espera de solução.

De acordo com o Negócios, o Parlamento aprovou uma proposta que permite aos emigrantes lesados do BES reaver até 75% do prejuízo.

A 8 de Agosto, a Associação Movimento Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP) deu conta de um entendimento com o Novo Banco e o Governo do PS, que passa pela recuperação de 75% do dinheiro que investiram em produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7, noticiou na altura a Lusa.

Os primeiros depósitos serão constituídos com o valor que a instituição vai pagar pelas obrigações do Novo Banco em que os veículos têm as poupanças dos clientes aplicadas. Em causa estará um montante equivalente a 60% do montante investido.

Um dos depósitos terá o prazo de cinco anos, sendo remunerado com uma taxa de juro de 1% ao ano. Já o segundo terá um prazo de dois anos e paga uma taxa de 0,5%.

Além disso, o Novo Banco compromete-se a fazer, durante três anos, entregas anuais nestes depósitos de valores equivalentes a 5% do capital investido, perfazendo um total de 75%.

Segundo a TSF, o prazo para aceitarem a proposta termina esta segunda-feira, mas a associação que representa e defende os emigrantes lesados do Banco Espírito Santo garantiu que, na semana passada, havia filas de clientes para apresentar a documentação com o objetivo de encerrar o problema.

Helena Batista, vice presidente da associação, também ela uma emigrante lesada pelo fim do império Espírito Santo que, segundo a TSF, aceitou a solução e já foi ao banco apresentar os papéis, adiantou que não há duvidas de que a grande maioria está a apresentar os papéis para que o prejuízo seja recuperado em 75%.

Em causa estão 1.400 lesados que tinham recusado a primeira proposta de 2015, mas a associação sublinha que ainda há cerca de duas mil contas de outros produtos financeiros que continuam sem solução.

Os clientes emigrantes do BES reafirmam que quando investiram em obrigações e ações preferenciais pensavam estar a assinar contratos para depósitos a prazo.

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