Jean-Christophe Bott / EPA
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública mundial devido ao surto de coronavírus que teve origem na China.
A organização elogiou a atuação do Governo chinês e salienta que este não é um voto de não confiança ao país. “O governo chinês deve ser congratulado pelas medidas extraordinárias que tomou contra este surto”, começou por dizer o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, no seu discurso esta quinta-feira.
“A velocidade com que o governo chinês detetou o surto foi impressionante e sem palavras. A China está a implementar um novo padrão para aquela que deverá ser a resposta a um surto”, atirou, citado pelo Observador.
O líder da OMS disse ainda que “se não fossem os esforços do governo e o progresso que fizeram para proteger as suas pessoas e as do mundo”, a situação poderia ser ainda muito pior do que já é.
“A única forma de ultrapassar o coronavírus é com todo os países unidos. Só podemos pará-lo todos juntos. Este tempo é para factos e não rumores, é tempo para solidariedade e não para estigma”, acrescentou.
Adhanom informou ainda que já há oito casos de transmissão de coronavírus entre humanos, em quatro países para além da China: Alemanha, Japão, Vietname e Estados Unidos. “Não há mortes fora da China. Devemos estar todos gratos por isso”, acrescentou.
A Organização Mundial de Saúde apenas declarou emergência de saúde global à terceira reunião. Ainda esta quinta-feira, falou-se da possibilidade de a China ter pressionado a OMS a não declarar emergência mundial devido ao novo coronavírus. A informação foi avançada pelo jornal francês Le Monde.
“As considerações políticas parecem ter superado os argumentos científicos”, escreveu o diário francês, com base em declarações que recolheu junto de várias fontes próximas à OMS. A pressão chinesa teria a ver com o facto de que poderia expor ao mundo que Pequim não soube controlar a propagação do vírus.
Todavia, Adhanom acabou por mostrar o seu voto de confiança na China, dizendo estar confiante com o que estão a fazer. “Nunca vi na minha vida este tipo de mobilização. Ir lá, testemunhar aquilo, foi muito importante. Testemunhar aquele tipo de liderança foi uma inspiração também para mim”, disse.
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Malditos chineses cosem os cãezinhos vivos coitadinhos