Michael Coghlan / Flickr

Várias ruas de Campolide, em Lisboa, têm há algumas semanas locais tarifados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) em que os automóveis ocupam metade da estrada e metade do passeio.

A situação, que está a ser denunciada pelo Jornal de Notícias, acontece nas ruas Vieira Lusitano, Conde das Antas, Leandro Braga e Soares dos Reis. O diário confirma que o “desenho está bem pintado no alcatrão” e que há sinalização a explicar aos automobilistas como proceder.

O JN explica que os pilaretes impedem que as viaturas fiquem demasiado encostadas aos prédios, porém, em alguns casos, o espaço que fica entre o passeio e os edifícios é demasiado curto para quem, por exemplo, se deslocar com um carrinho de bebé.

“Antes dos parquímetros, já havia muitas pessoas que deixavam os carros em cima dos passeios, mas quando a polícia passava eram multadas. Agora, podem fazê-lo, mas pagam para isso durante o dia”, diz um morador da rua Vieira Lusitano ao jornal.

“A única coisa que mudou é que agora são pagos, mas mesmo assim, é muito difícil estacionar no bairro”, afirma outra moradora.

O JN recorda que, de acordo com a alínea 1 do artigo 49 do Código da Estrada, é proibido estacionar “nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direcionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões”, sendo que as coimas previstas vão de 30 a 150 euros.

Contactada pelo jornal, a EMEL remeteu explicações para a Câmara Municipal de Lisboa (CML), que diz ser a “responsável pelo layout dos lugares”. Do lado do município, porém, não foi possível qualquer contacto.

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