A Google confirmou que muitos utilizadores do Gmail já tiveram os seus emails lidos por terceiros. Estima-se que sejam cerca de 1,4 mil milhões em todo o mundo.
O Wall Street Journal chama-lhe o “segredo sujo da tecnologia”. Esta segunda-feira, o jornal norte-americano publicou um artigo no qual avança que cerca de 1,4 mil milhões de utilizadores com conta no Gmail já tiveram os seus emails lidos por terceiros.
Em causa está o testemunho de vários funcionários de empresas de aplicações, explica o Diário de Notícias, que admitem ter lido “milhares” de mensagens, quer enviadas quer recebidas pelos utilizadores.
Isto acontece quando um determinado utilizador associa a sua conta a alguma aplicação, por exemplo, para planear viagens ou comparar preços, e a empresa que a gere passa a ter acesso aos emails, informação utilizada para desenvolver novas apps ou software, tendo em conta as tendências e os gostos das pessoas.
Alguns desses casos são a Edison Software, que analisou os emails para criar um novo software, e a empresa eDataSource Inc., que admite ter analisado as mensagens de correio eletrónico para melhorar os seus algoritmos.
Segundo o mesmo jornal, a Google confirmou esta prática e alega ainda que não vai contra as suas políticas, uma vez que são os utilizadores que autorizam esse acesso
quando fazem a associação da sua conta ao prestador de serviços.O jornal norte-americano recordou que, há um ano, a gigante tecnológica tinha garantido que ia impedir que os seus computadores analisassem as caixas de entrada dos utilizadores do Gmail em busca de informações para personalizar publicidade.
Esta é mais uma polémica para se juntar ao caso do Facebook, com a rede social a ser acusada de ter falhas de segurança que permitiram à empresa Cambridge Analytica recuperar os dados de 50 milhões de utilizadores e de os ter usado com fins eleitorais como, por exemplo, na campanha presidencial de Donald Trump em 2016.
A rede social admitiu que 63 mil portugueses podem ter visto os seus dados pessoais envolvidos neste caso de falha de segurança.
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Eu cada vez mais é:
Softwares: Open Source
Sistema Operativo: Linux or Windows, mas sempre offline nas minhas estações de trabalho. Só tenho um computador portátil para ir à net. Os outros estão todos cortados da net e não os ligo nem para ctivar softwares. Ou activam offline, ou esquece.
Contas de email: Domínio próprio e nunca partilho com aplicações. Para já nunca uso apps online pra quase nada e quando o faço, sempre que implica fazer login na Google ou no Facebook (como para fazer comentáriuos em jornais), salto logo fora. Se tiver de usar contas Gmail ou Outlook, é quase uma conta diferente para cada site que cesso... Nunca lá vão encontrar emails senão os que eles próprios enviam.
Navegação na Internet: Quase sempre VPN e/ou browsers tipo DuckDuckGo.
Número de telefone: Nunca jamais o dou na net. Se tenho mesmo de dar, compro um cartão SIM para o efeito e depois nunca mais o meto no telemóvel.
Cartão de crédito: Sempre gerado um virtual com número diferente para cada transacção, com data e limite de uso correspondente à transacção em causa.
E mesmo assim sabe Deus...