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Dentro de 35 anos será difícil que alguém possa morrer de cancro. Uma investigação da Universidade de Londres antecipa que em 2050 serão raros os casos de morte de origem oncológica.

De acordo com um estudo de uma equipa de cientistas da Universidade de Londres e do King’s College, da mesma cidade, em 2050 o cancro será totalmente evitável até aos 80 anos, principalmente devido à mudança de hábitos das populações e ao avanço tecnológico da medicina.

Segundo o estudo, “Overcoming Cancer in the 21st Century,” actualmente 14 milhões de pessoas são diagnosticadas por ano com cancro. Oito milhões dos casos são fatais.

Estes números crescerão dramaticamente até 2030, ano em que o estudo prevê que sejam diagnosticados 26 milhões de casos, com 17  milhões de mortes. O aumento ocorrerá principalmente nos países emergentes mais populosos, como a China.

No Reino Unido, em 2030 terá ocorrido uma redução de mortes por cancro de cerca de 40%.

Segundo o mesmo estudo, se o investimento em investigação de novos medicamentos

for mantido durante as próximas décadas, a combinação de novos tratamentos com uma vida mais saudável permitirá que as pessoas com cancro vivam mais tempo, e com qualidade de vida.

O estudo aponta até para a derradeira vitória, por volta do ano 2050: a cura do cancro.

Segundo os investigadores, Jennifer Gill, Richard Sullivan e David Taylor, “a meio deste século, a guerra contra o cancro, que vem de antes do tempo de Hipócrates, poderá e deverá ter sido ganha”.

Os autores do estudo salientam, no entanto, que o principal factor para o combate ou a cura do cancro será sempre a detecção precoce da doença – só possível se as pessoas se preocuparem mais com a sua saúde.

ZAP