(dr)

O fundador e CEO da Tesla, o milionário Elon Musk, afirmou este domingo que tem uma equipa de engenheiros a trabalhar numas cápsulas submarinas que poderão ser usadas no resgate dos oito rapazes que continuam presos numa gruta na Tailândia.

Depois de na tarde deste domingo terem sido resgatadas as primeiras 4 crianças do grupo de 12 jovens que se encontra preso numa gruta na Tailândia, as operações de resgate foram suspensas, estando previsto que sejam retomadas nas próximas horas.

Entretanto, o visionário Elon Musk, fundador entre outras de empresas como a Tesla e SpaceX, tinha oferecido a ajuda dos melhores engenheiros das suas empresas para procurar uma forma de ajudar no resgate.

Do trabalho da equipa de engenheiros de Musk resultou rapidamente uma ideia simples: construir um mini-submarino.

Na sua conta na rede social Twitter, Musk explicou que os aparelhos já estão a ser testados numa piscina em Los Angeles, nos Estados Unidos.

As cápsulas metálicas têm entradas de oxigénio à frente e na retaguarda, mas, devido ao seu tamanho, só poderiam transportar os jovens jogadores de futebol. O seu treinador teria de sair pelos seus próprios meios.

Segundo o plano de Musk, dois mergulhadores especializados levariam uma cápsula com um jovem no seu interior. A cápsula tem várias pegas às quais se ajustam correias que os mergulhadores atariam à cintura.

O uso destas cápsulas, que poderiam ser enviadas em poucas horas para a gruta Tham Luang, no Norte da Tailândia, é um plano B para o caso de a gruta se inundar ou de algum dos menores não ser capaz de sair pelos seus próprios meios.

Este domingo, depois de as equipas de socorro terem resgatado 4 dos 12 rapazes, as autoridades tailandesas optaram por suspender até segunda-feira os trabalhos para substituir as garrafas de ar comprimido e avaliar a nova fase das operações.

Na gruta, além de oito jovens, está também o seu treinador de futebol. Os jogadores, com idades entre os 11 e os 16 anos, e o seu treinador, de 25 anos, fazem parte da equipa Wild Boars e ficaram presos na gruta a 23 de junho, depois de a terem ido explorar após um jogo de futebol.

As inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, uma vez que o acesso ao local só é possível via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

O local onde os jovens jogadores e o treinador ficaram presos situa-se a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afetam a zona, o que obriga a que parte do percurso tenha de ser feito debaixo de água e sem visibilidade.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa” ]