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Joaquin “El Chapo” Guzman

Testemunhas no caso contra Joaquin “El Chapo” Guzman garantiram às autoridades que o narcotraficante tinha relações sexuais com meninas de 13 anos, a quem chamava de “vitaminas” por lhe darem “vida”.

Joaquín “El Chapo” Guzmán, antigo líder de narcotráfico de Sinaloa, drogou e violou meninas menores de idade, algumas com apenas 13 anos, assegurou uma testemunha do processo contra o mexicano que decorre num tribunal de Brooklyn, em Nova Iorque.

Segundo o Expresso, as revelações, feitas pelo traficante colombiano Alex Cifuentes, colaborador próximo de Guzmán, surgem depois de o New York Times ter pedido a desclassificação de documentos não diretamente relacionados com o processo por narcotráfico.

Cifuentes adianta que “El Chapo” ordenava-lhe colocar “uma substância em pó” dentro das bebidas das menores a fim de as poder violar num dos seus esconderijos. “Guzmán chamava-lhes ‘as suas vitaminas’, porque acreditava que ter relações sexuais com menores lhe ‘dava vida’.”

Os documentos revelam também que um subordinado de Guzman, o ‘Comadre María’, lhe enviava regularmente imagens de raparigas menores. As escolhidas eram entregues ao narcotraficante em troca de 5 mil dólares, o que configuraria o crime de pedofilia e prostituição.

Joaquin Guzmán é acusado de ter dirigido, entre 1989 e 2014, o cartel de Sinaloa, que enviou para os Estados Unidos mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana, avaliadas em mais de 14 mil milhões de dólares, cerca de 12 mil milhões de euros.

As autoridades afirmam que “El Chapo” se tornou o traficante mais poderoso do mundo após a morte do colombiano Pablo Escobar, em 1993. Se for condenado, Guzmán arrisca a prisão perpétua.

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