Miguel A. Lopes / Lusa
Os procuradores do Ministério Público que estão a investigar o caso EDP, e as suspeitas de “luvas” pagas ao ex-ministro Manuel Pinho pela empresa de energia, estão a tentar estabelecer uma ligação entre este processo e os casos Sócrates e BES, e contam com a ajuda de Carlos Alexandre nesse sentido.
O Observador repara que os procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Carlos Casimiro e Hugo Neto, solicitaram ao responsável pelo chamado Caso Sócrates, Rosário Teixeira, “toda a documentação relativa a eventuais pagamentos efectuados por sociedades do universo GES [Grupo Espírito Santo] ao arguido António Mexia, bem como a de todos os [pagamentos] realizados ao arguido Manuel Pinho, nomeadamente pela [sociedade offshore] Espírito Santo (ES) Enterprises”.
Os investigadores querem também ver investigados os emails de Manuel Pinho
e da sua ex-secretária, nomeadamente quando o ex-ministro da Economia foi administrador em empresas do GES.O Ministério Público (MP) quer apurar se os valores transferidos pela offshore ES Entreprises, considerada o saco azul do GES, para Manuel Pinho terão sido eventuais “luvas” pelos alegados benefícios concedidos pelo ex-ministro e pelo Governo de José Sócrates à EDP. Naquela altura, o BES era accionista da EDP.
O Observador também avança que os procuradores do DCIAP “querem contornar” o juiz Ivo Rosa, o responsável do caso EDP no Tribunal Central de Instrução Criminal, considerando que este tem colocado “obstáculos” à investigação. Assim, vão “recorrer a Carlos Alexandre para recolher prova no caso BES/GES”, frisa a publicação.
O caso EDP envolve suspeitas de que Manuel Pinho recebeu da EDP um patrocínio de 1,2 mil milhões de euros, concedido directamente à Universidade norte-americana de Columbia, para se tornar professor convidado na instituição. Esse pagamento seria uma contrapartida pelas alegadas ajudas do ex-governante à EDP, durante o Governo de José Sócrates, defende o MP. António Mexia, presidente executivo da EDP, também é arguido no caso EDP, por suspeitas de corrupção activa.
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