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António Mexia, presidente da EDP

Começa esta terça-feira a ser julgado o caso que opõe a EDP à Autoridade Tributária.

A TSF relata que a elétrica liderada por António Mexia reclama ao Estado uma indemnização de 1,4 milhões de euros devido a prejuízos por ter sido obrigada pelo fisco a apresentar garantias bancárias de 129 milhões de euros quando pediu um reembolso de IVA referente ao imposto pago com a compra de energia no mercado espanhol, para fornecer o mercado regulado.

O caso remonta a 2011 e, de acordo com o jornal Público, a empresa entende que deve ser indemnizada pelos prejuízos sofridos com a mora no reembolso de IVA (684 mil euros), que demorou mais de dois meses, e pelos custos das garantias bancárias (737 mil euros), que foi obrigada a negociar com obrigada a negociar com três instituições de crédito.

A EDP acusa o fisco de, sabendo que não conseguia pagar em 30 dias, ter avançado com o pedido de garantia para interromper a contagem de juros indemnizatórios.

O Ministério Público defende que não houve conduta ilícita por parte da autoridade tributária, nem há lugar a indemnização.

ZAP