Usain Bolt venceu os 200m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 19 de Agosto de 2016
Usain Bolt vence os 200m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 19 de Agosto de 2016
Usain Bolt conquistou pela terceira vez o título de homem mais rápido do mundo nos 100 metros
Usain Bolt vence os 100m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 14 de Agosto de 2016
Usain Bolt vence os 100m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 14 de Agosto de 2016
Usain Bolt vence os 100m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 14 de Agosto de 2016
Usain Bolt vence os 100m nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, 14 de Agosto de 2016

Usain Bolt conseguiu no Rio 2016 o que nunca ninguém antes fizera no atletismo olímpico, uma tripla vitória em 200 metros, depois de já se ter sagrado tricampeão nos 100 metros, e agora no percurso da estafeta de 4×100 metros pela equipa da Jamaica.

Já se esperava e, este sábado, no Rio de Janeiro, confirmou-se plenamente: o jamaicano reparte com o nadador norte-americano Michael Phelps a primeira linha dos destaques do Rio 2016.

Usain Bolt, a um dia de completar 30 anos de idade, conquistou a famosa  “tripla tripla” no estádio do Engenhão, Rio de Janeiro.

Depois de já se ter sagrado tricampeão nos 100 metros, o atleta jamaicano juntou-lhe o mesmo título nos 200 metros e agora, juntamente com Asafa Powell, Yohan Blake e Nickel Ashmeade, conquistou o ouro pela terceira vez consecutiva no percurso da estafeta de 4×100 metros em 37,27 segundos.

A prata ficou com a equipa japonesa e os norte-americanos chegaram em terceiro lugar mas acabaram por ser desclassificados por invadirem a pista adversária e o bronze sobrou para a equipa do Canadá.

Para Usain Bolt, terá sido o último passo para conquistar a “imortalidade olímpica”, naquela que será a sua ultima prestação numa edição dos Jogos Olímpicos.

“Estou aliviado e orgulhoso, pois tudo se tornou realidade. Sou o maior da história“, atirou o jamaicano depois da corrida.

A vitória nos 200 metros, em 19,78 segundos, fica razoavelmente longe do que Bolt queria e publicamente assumiu: o ataque à marca recorde de 19,19.

Mas o facto é que estas olimpíadas deram três vezes a Bolt o pretexto para fazer o seu célebre “raio” com os braços.

Sem o norte-americano Justin Gatlin na final, nem os seus companheiros de equipa Yohan Blake e Nickel Ashmeade, o favoritismo de ‘lightning’ Bolt ficou reforçado e, com uma partida excelente, o campeão já estava na frente à passagem da curva.

Para os 100 metros finais, inesperadamente não dilatou o avanço, incapaz de correr para recorde, assegurando bem o avanço para quem vinha mais atrás.

Os melhores ‘mortais’, com prata e bronze, foram o canadiano Andre de Grasse (já medalhado nos 100 metros) e o francês Christophe Lemaitre, que assim consegue o resultado da sua carreira.

Na ausência de Gatlin, a ‘honra’ dos Estados Unidos foi defendida por LaShawn Merrit, que fez o que pôde, mas só foi sexto, ainda batido pelo britânico Adam Gemili e o holandês Churandy Martina.

Nação com mais tradições nos 100 e 200 metros nos Jogos Olímpicos, os Estados Unidos nunca ficaram tão subalternizados na velocidade como este ano, muito por culpa do avassalador ‘efeito-Bolt’.

As outras disciplinas do atletismo é que não se mostraram afetadas com isso e os Estados Unidos ‘mandaram’ no decatlo, no lançamento do peso e nas barreiras baixas.

Apostar em Ashton Eaton, recordista mundial e vencedor de todas as grandes provas de decatlo desde 2012, era fácil, sabendo-se que estava em forma. Ganhou no somatório de pontos das 10 provas, com um novo recorde olímpico de 8.893 pontos.

A sua ‘guarda de honra’ no pódio fica entregue ao francês Kavin Mayer, inesperada prata com o recorde nacional de 8.834, e ao canadiano Damian Warner, bronze com 8.666.

Depois de alguns anos menos bons, em que perderam nos Jogos Olímpicos e em Mundiais, os Estados Unidos regressam como primeira potência mundial do lançamento do peso, ‘coroando’ no Rio 2016 um atleta menos esperado da equipa, Ryan Crouser

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A marca conseguida, de 22,52 metros, é de grande nível e constitui novo recorde olímpico, relegando para segundo no pódio Joe Kovacs, apontado como o melhor dos norte-americanos, mas a ficar-se pelos 21,70.

Thomas Walsh, da Nova Zelândia, fechou o pódio, com 21,36, à frente das revelações de ‘nações emergentes’ na especialidade, como o são o congolês Franck Elemba e o brasileiro Darlan Romani.

O campeão olímpico da há quatro anos, o polaco Tomas Majewski, de 35 anos, ainda conseguiu ser sexto e a grande desilusão, em sétimo, foi o alemão David Storl, que era vice-campeão olímpico e bicampeão do mundo.

Kerron Clement, o vice-campeão de 2008, chegou finalmente ao topo do pódio dos 400 metros barreiras, à frente do queniano Boniface Tumuti e do turco Yasmani Copello. O campeão mundial do ano passado, o queniano Nicholas Bett, foi desclassificado nas séries.

Nas barreiras baixas para mulheres, numa prova em que o ‘trono’ estava vago pela exclusão da Rússia, Dalila Moahamad consegue o seu primeiro grande sucesso como sénior, derrotando a dinamarquesa Sarah Slott Petersen e a sua compatriota Ashley Spencer, a negar à checa Zuzana Hejnova novo pódio.

No dardo, confirmou-se o declínio da recordista do Mundo, a checa Barbara Spotaková, de 35 anos, que era dupla campeã e agora não passou do terceiro lugar, com 64,80.

A croata Sara Kolak, apenas no seu segundo ano de sénior, surpreendeu tudo e todos e com um recorde nacional a 66,18 arrebatou a medalha de ouro.

Com a prata ficou a sul-africana Sunette Viljoen, (64,92) confirmando-se como uma presença habitual nos top-5 mas a quem falta ainda um grande sucesso.

Na competição masculina do triatlo, em que Portugal esteve bastante bem, graças ao quinto lugar de João Pereira, assistiu-se a mais um ’round’ da icónica disputa entre os gémeos Brownlee, com a vitória a sorrir de novo Alistair Brownlee e Jonathan a ficar com a prata, ele que fora bronze há quatro anos.

No terceiro lugar chegou o sul-africano Henri Schoeman.

No boxe, Cuba prosseguiu o seu tradicional domínio na modalidade, com Julio Cesar La Cruz a vencer na final de meios-pesados o cazaque Adilbek Niyazymbetov. A Cuba só faltou um título, nesta edição dos Jogos.

Destaque ainda para os triunfos da Argentina na final de hóquei, sobre a Bélgica – uma estreia – e do Japão sobre a Dinamarca, na final de duplas de badminton, por tangenciais 2-1.

ZAP / Lusa