O dono do polémico restaurante “Made in Correeiros”, em Lisboa, que tem dado que falar por causa dos preços demasiado elevados, terá sido um conhecido carteirista nos transportes públicos da capital.
A informação foi apurada pelo Observador, que cita uma fonte policial, notando que o dono do “Made in Correeiros”, que chega a cobrar 250 euros por mistas de marisco, era conhecido como ‘Xula’ e como cabecilha de um grupo de carteiristas que actuava nos transportes públicos de Lisboa.
Entretanto, fruto do aumento da vigilância policial, ‘Xula’ ou José Cardoso ter-se-á especializado em roubar carteiras no eléctrico 28, avança a publicação.
Foi detido várias vezes pela polícia, mas nunca chegou a ser condenado, estando, nesta altura, apenas envolvido num processo judicial, por furto qualificado, que ainda decorre, segundo refere o jornal online.
“Era um carteirista muito respeitado no meio, andava sempre bem vestido, era bem falante, não era violento e deslocava-se em carros caros, como Mercedes e BMW. Tinha vários carteiristas a trabalhar para ele, era o rei da zona“, revela uma fonte policial.
Montou “esquema” com um sócio
Agora, ‘Xula’ é dono de dois restaurantes na Baixa de Lisboa – “Made in Correeiros” e “Obrigado Lisboa” – que cobram preços exorbitantes aos clientes e o sócio, Tiago Ribeiro, é dono de um terceiro – o “Tiagu’s”
– que faz o mesmo.O Observador atesta que o agora empresário de restauração montou com um sócio “um esquema num conjunto de restaurantes na zona histórica de Lisboa, no qual chegam a cobrar 250 euros por um prato, e espalharam um clima de intimidação nos negócios à volta desses estabelecimentos”.
Os clientes são angariados por funcionários na rua que lhes exibem um menu com preços apelativos.
Já no restaurante, os empregados sugerem pratos que não vêm no menu, sem que sejam informados do preço dos mesmos. No fim, a conta atinge valores exorbitantes, chegando aos 250 euros por mistas de marisco.
Os preços só são revelados aos clientes, numa das últimas páginas de um menu exaustivo, escrito em várias línguas, conforme verificou o Observador num dos restaurantes.
O Público apurou entretanto que o “Made in Correeiros” já foi alvo de três inquéritos da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que se encontram ainda em “fase de averiguação”, confirma ao jornal a Inspectora-Chefe Ana Oliveira.
Esta fonte salienta que o restaurante foi fiscalizado por quatro vezes, entre 2016 e este ano.
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Continua ladrão. Só muda de táctica.