Ecole polytechnique Université Paris-Saclay / wikimedia

Patrick Drahi, o dono e presidente da Altice

O bilionário Patrick Drahi, o presidente da Altice, a empresa que neste ano adquiriu a PT Portugal, assume sem papas na língua que não gosta de pagar salários aos seus trabalhadores. “Pago o mínimo possível”, destaca o franco-israelita.

Patrick Drahi é conhecido pela abordagem de corte de custos na administração das suas empresas. E, pouco depois de a Altice ter assumido as rédeas da PT, a Altice enviou aos fornecedores do grupo cartas com propostas de cortes na ordem dos 30%, conforme adiantou a comunicação social portuguesa da área económica.

Mas o sócio do português Armando Pereira, que preside à PT, na Altice, assume agora sem quaisquer pudores que só paga ordenados porque tem mesmo que ser.

“Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo possível”, constata Patrick Drahi durante uma conferência de imprensa após a aquisição, por parte da Altice, da empresa norte-americana Cablevision Systems Corp., o quarto fornecedor de cabo dos EUA, num negócio de 17,7 mil milhões de dólares.

O empresário de 52 anos tratou também, desde logo, de notar que há “muitas camadas de pessoas que são altamente bem pagas” na Cablevision, conforme declarações divulgadas pela agência Bloomberg.

Patrick Drahi nasceu em Casablanca, Marrocos, e tem uma fortuna pessoal estimada em 17 mil milhões de euros.

Filho de dois professores de Matemática, diz-se que aos 11 anos já ajudava os pais a corrigir os exames dos seus alunos, o que atesta o seu particular jeito para os números.

Proprietário de um vasto império empresarial, possui casas de luxo em Genebra, Paris e Tel Aviv, mas usa um relógio Swatch de plástico, desloca-se, muitas vezes, a pé ou de bicicleta para as reuniões e é ele próprio quem organiza a sua agenda de trabalho.

Um bilionário poupadinho, está claro!

SV, ZAP