Michael Reynolds / EPA
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O Presidente norte-americano vai reunir-se com o seu homólogo norte-coreano, em maio, anunciou, esta sexta-feira, um dirigente sul-coreano.
A reunião foi proposta por Kim Jong-un, que ofereceu a suspensão do programa nuclear e balístico em troca do início de negociações, informaram hoje representantes sul-coreanos em Washington.
O diretor do gabinete de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, que liderou a delegação sul-coreana enviada a Washington, entregou hoje a Donald Trump uma carta que lhe entregou na segunda-feira Kim Jong-un, durante uma reunião em Pyongyang.
O Presidente dos Estados Unidos já afirmou que “estão a ser feitos grandes progressos” em relação ao processo de desnuclearização da Coreia do Norte, confirmando ainda a reunião que está a ser planeada entre os dois homólogos.
“Kim Jong Un falou sobre a desnuclearização (…) não apenas sobre uma suspensão”, escreveu Trump, na sua conta oficial do Twitter.
O chefe de Estado afirmou ainda que “estão a ser feitos grandes progressos, mas as sanções permanecerão até se chegar a um acordo. A reunião está a ser planeada!” e rejubilou-se pelo facto de ultimamente não terem sido “feitos testes de mísseis pela Coreia do Norte”.
O encontro entre os dois líderes pode acontecer em maio, anunciou Chung Eui-yong, mas o local ainda não está decidido.
Rússia, China e Japão reagem ao anúncio da reunião
Reagindo a esta notícia, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, disse que Moscovo encara a cimeira – ao mais alto nível – entre os EUA e a Coreia do Norte como um “passo no sentido da normalização” da situação península coreana.
“Vemos o encontro como um passo no bom caminho. Acabámos de tomar conhecimento do encontro. Esperamos que se realize”, afirmou o responsável russo, numa conferência de imprensa em Adis Abeba, Etiópia.
Lavrov acrescentou ainda que a cimeira é “sem dúvida necessária para normalizar a situação na península coreana”.
O Governo da República Popular da China também saudou o anúncio da reunião. “Saudamos os sinais positivos
dados pelos EUA e pela Coreia do Norte no sentido de um diálogo direto”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang.“O próximo passo é a manutenção deste momento positivo, alcançar sinergias para o trabalho conjunto no sentido de restaurar a paz e a estabilidade na península da Coreia”. O mesmo responsável disse ainda que as partes envolvidas devem mostrar “coragem política e poder de decisão, envolvendo-se em contactos bilaterais e multilaterais”.
Por sua vez, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que as sanções à Coreia do Norte foram preponderantes para a decisão de Pyongyang em dialogar com os EUA.
“Agrada-me a mudança da Coreia do Norte em querer realizar uma reunião para discutir a desnuclearização, que é o resultado da alta pressão feita pelo Japão, EUA, Coreia do Sul e pelos restantes membros da comunidade internacional”, declarou o governante.
O primeiro-ministro japonês anunciou que viajará para os EUA em abril para se encontrar com o Presidente norte-americano de forma a analisarem os contactos e enfatizou que concorda “totalmente” com a forma como Trump tem vindo a lidar com o problema norte-coreano.
“O Japão e os EUA mantêm uma posição firme e de máxima pressão sobre a Coreia do Norte até que tomem medidas concretas de abandonar irreversivelmente o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis”, concluiu.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa” ]
Onde entram os U.S.A, é sempre de desconfiar, e de assustar. Desses gajos só sem Trampa.