João Relvas / Lusa

António Domingues, o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos

O futuro de Mário Centeno está nas mãos do ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Domingues. É Marques Mendes quem o diz, salientando que o ex-gestor do banco público está “mortinho por mostrar as SMS” que alegadamente tramam o ministro das Finanças.

Do seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes alerta que das “futuras revelações” de António Domingues “depende a permanência de Mário Centeno como ministro das Finanças”.

O ex-líder do PSD considera que Domingues “está mortinho por mostrar as SMS” que trocou com Centeno porque se sente “traído” e quer “vingar-se”.

Assim, o futuro de Centeno “está nas mãos” do ex-presidente da CGD, diz Marques Mendes, notando que se Domingues revelar as SMS, o ministro “pode estar em risco”.

“Já toda a gente percebeu que Centeno fez um acordo com Domingues”, avança o comentador na SIC, realçando que o ministro não deu as explicações necessárias e considerando que esta é “a maior crise do Governo desde que está em funções”

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Marques Mendes também destaca a “ironia” de esta “novela” ter deixado passar quase “despercebida” a notícia da redução do défice. É a “prova de que o Governo está ultimamente a fazer uma gestão política desastrosa“, constata o social-democrata.

“António Costa teve a habilidade de construir a geringonça e não tem agora o talento para resolver este assunto”, atira ainda o comentador.

Sobre o défice de 2,1%, Marques Mendes nota que é “um grande resultado para o país” que “vai permitir que Portugal saia do Procedimento de Défice Excessivo”. “Deixamos de ser um país sob vigilância e susceptível de penalizações, o que é bom porque [Portugal] ganha auto-determinação”, conclui.

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