Fernando Frazão / Agencia Brasil
Jair Bolsonaro
Desde o dia 19 no streaming da Netflix, “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa e com música de Rodrigo Leão, é um relato da ascensão de Jair Bolsonaro e Sérgio Moro e da queda de Dilma Rusself e Lula da Silva. A crise de um Brasil dividido em duas horas de cinema de denúncia pura e dura.
Segundo um artigo do Diário de Notícias (DN), publicado na quinta-feira, nos últimos dias Sérgio Moro tem estado nas notícias sobre a sua possível imparcialidade na condução do processo Lava Jato, mas em janeiro estreava no Festival Sundance este documento que investigava e dava pistas sobre o fim da democracia no Brasil desde o ‘impeachment’ a Dilma Rousseff e a queda de Lula da Silva.
“Democracia em Vertigem” tem uma realizadora que investiga em gesto político e que assume a sua parcialidade. “E aí não engana ninguém: mesmo com críticas à falência ética e moral do PT, Petra Costa, filha de antigos ativistas contra a ditadura militar brasileira, está a filmar um golpe e a querer dizer ao espetador que as elites e a direita travaram o processo que Lula tinha iniciado no começo do seu primeiro mandato”, refere o DN.
Através de imagens de arquivo e de um acesso privilegiado a Lula da Silva e a Dilma Rousseff, o filme expõe todo o processo que culminou na queda de governo, até à eleição de Jair Bolsonaro.
O documentário contém imagens que denunciam um complô entre juízes e políticos de direita, ao mesmo tempo que prova um país “rachado”, sublinhado num plano simbólico no Planalto, onde um autarca decide que os apoiantes de Dilma ficam à esquerda da linha divisóriA, indica a crítica do DN.
O que surpreende mesmo, continua o artigo, é a forma como consegue mostrar as emoções de Lula da Silva à flor da pele nos momentos em que percebe que a inevitabilidade da sua detenção está ao virar da esquina ou quando segue Dilma Rousseff no exato momento em que acaba de ver a votação no Senado para a sua destituição.
“E, nesse plano, trata-se de um mecanismo emocional que visa afirmar uma ideia de humanidade
. Dilma e Lula não são peões políticos, a câmara de Petra não corta as lágrimas que caem dos seus rostos”, lê-se no DN.De alguma forma, “Democracia em Vertigem” é um complemento a outro documentário, “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, apenas visto por cá no IndieLisboa. Mas se em ambas visões há “um registo de prova de cabala ou de golpe palaciano”, o primeiro tem “um pouco menos de cinema e mais de ativismo político, embora Petra ganhe o filme por apostar em confissões íntimas a partir de uma narração que revela um desencanto de quem anuncia nuvens sombrias quanto ao futuro do seu país”.
De acordo com o DN, mais do que peripécias do nascimento de um fascismo populista, a crónica neste registo é a de um trauma. É precisamente esse aspeto que parece conferir ao filme uma carga assustadora, quase de “thriller”, onde os maus-da-fita roubam o sonho de uma democracia de 35 anos – “A democracia no Brasil e eu temos a mesma idade e eu pensava que aos trinta iríamos estar em terreno sólido”, ouve-se Petra a dizer.
“Democracia em Vertigem”, continua o DN, “não vive do arremesso do panfleto mas não deixa de ter uma energia notável de filme de protesto para as audiências internacionais poderem refletir sobre o que se está a passar no Brasil”.
“Petra Costa convenceu a Netflix a apostar nesta sua teoria de como o Brasil não está a dar certo nestes dias de vertigem. Fê-lo com duas horas de cinema documental que deixam em transe qualquer espetador… imparcial”, conclui a crítica do jornal diário.
[sc name=”assina” by=”TP, ZAP”]
Sério mesma essa matéria, não provam nada contra o atual governo e se baseia em invasão de privacidade, ninguém sabe se as mensagens do site são verdadeiras, só se sabe que os governos anteriores quase acabaram com o país e disso o documentário fala o que? Nada. Parece que o ladrão tem razão gostaria que a Justiça Brasileira fosse a da China com corruptos