Vários doadores já começaram a fazer pedidos de reembolso aos pais de Matilde. Apesar dos donativos, o tratamento da bebé acabou por ser suportado a 100% pelo Estado.
Os pais da bebé Matilde criaram uma página de Facebook com o objetivo de angariar fundos para pagar o tratamento da sua filha, que nasceu com Atrofia Muscular Espinal (AME) tipo 1. O medicamento inovador custava 2 milhões de euros e, após um grande movimento solidários dos portugueses, os pais recolheram mais de 2,5 milhões de euros.
No entanto, o pagamento do tratamento acabou por ser suportado a 100% pelo Estado, já não sendo por isso necessários os donativos. A família comprometeu-se ajudar outras bebés com o mesmo problema, mas, notícias surgiram de que a família ainda não tinha doado o dinheiro e que este continuava retido na conta bancária.
Os pais da criança garantiram que a “conta foi aprovada pelo Ministério da Administração Interna e a sua utilização é monitorizada”. Segundo a família da criança, parte do valor continua na conta de Matilde porque “não sabemos quanto vamos precisar para a Matilde agora nem no futuro”. No entanto, a família diz que já contactou “outras mães” e que já “começou a ajudar”.
Agora, segundo o Jornal de Notícias, alguns doadores já procederam ao pedido de reembolso dos donativos feitos. Um dos doadores confirmou já ter pedido o reembolso dos cem euros que doou, tendo recebido da mãe de Matilde a garantia de que isso aconteceria, sem no entanto lhe ter sido definido um prazo.
Dado que algumas dúvidas foram levantadas sobre o destino dos mais de dois milhões de euros angariados, os pais de Matilde reuniram os jornalistas na semana passada para esclarecer o seu destino. Foram ajudadas “cerca de 10/12 crianças”, portadoras de AME de tipo 1 mas, também, portadoras de outras doenças raras.
Agora, o apoio será estendido aos portadores de AME de tipo 2, que se estima serem no país entre 70 a 80. O auxílio já concedido – pagamento de equipamentos ou de terapias – ascende a um valor de “50 a 60 mil euros”, disseram os pais de Matilde.
A conta em nome de Matilde – autorizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna “no âmbito das suas competências de autorização para angariação de receitas para fins de beneficência e assistência ou de investigação científica a elas associadas” – foi encerrada a 19 de julho.
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Usar o dinheiro para outros fins que não os do pedido inicial é abuso.
Ficar com o dinheiro para o que for preciso no futuro para a matilde é um abuso.
Devem devolver a totalidade do dinheiro como é óbvio!