O cavaleiro João Moura está acusado do crime de maus-tratos e abandono de animais depois de lhe terem sido retirados 18 cães galgos, em aparente estado de subnutrição. Um dos animais acabou por morrer, pelo que arrisca até dois anos de prisão. Com dívidas avultadas ao fisco, o cavaleiro não teria dinheiro para os alimentar, segundo vizinhos.
Os 18 cães galgos foram resgatados na Quinta de Santo António, em Monforte, que é propriedade de João Moura. “Estavam muito maltratados. A situação financeira do João [Moura] é muito complicada. Acredito que ele não tinha dinheiro para tratar dos animais”, refere ao Correio da Manhã (CM) um vizinho do cavaleiro.
Nos últimos anos, João Moura renegociou com o Fisco uma dívida da ordem do meio milhão de euros e a sua empresa de espectáculos tauromáquicos, Verónicas e Piroetas, “chegou a ter mais de 30 processos de execução fiscal” e “está ainda na lista de devedores ao Fisco no escalão entre 10 mil e 50 mil euros”, apesar de ter fechado em 2016, como vinca o CM.
João Moura nega, contudo, que os cães estivessem maltratados. “Tinha lá uns cães mais magros e alguém denunciou isso, mais nada”, sublinha em declarações divulgadas pelo blogue tauromáquico O Farpas
.“Já prestei as minhas declarações e estou em casa tranquilo e com a consciência tranquila. Não matei ninguém, não roubei ninguém, não tratei mal os meus cães, alguns estavam magros, mas não os tratei mal”, destaca o cavaleiro.
Um elemento da família de João Moura sublinha na TVI que os animais não estavam maltratados e que alguns estavam doentes.
Um dos cães resgatados acabou por morrer em “estado de extrema subnutrição e desidratação”, conforme revelou uma fonte do abrigo que acolheu os animais, o Cantinho do Milú, ao Expresso.
Esta circunstância agrava uma eventual pena aplicada ao cavaleiro. O Código Penal prevê uma pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias para o crime de maus-tratos e abandono de animais, mas a pena é agravada para até 2 anos quando a situação resulta na “morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afectação grave e permanente da sua capacidade de locomoção”.
O Cantinho da Milú refere que os galgos acolhidos “vão fazer análises completas, ser vacinados, desparasitados e esterilizados” e que “estão a ser alimentados com uma boa ração para ganharem forças”.
Entretanto, corre uma petição online que condena o comportamento do cavaleiro e que já conta com mais de 7 mil assinaturas.
O filho do cavaleiro já tinha estado envolvido numa polémica com maus tratos a animais, depois de ter divulgado imagens que mostravam uma matilha de cães agarrados a um touro.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Ninguém tem 18 cães se não os tiver associados a um negócio, onde os tencione utilizar. Seria com os touros?
Será que poderia ser de um esquema de “lavagem” de galgos para corridas ou outra atividade conexa? E que no caso destes pobres cães, a coisa correu mal para todos, os negociantes e os cães? E não havendo money, estavam para morrer, para o problema ficar “resolvido?