Mário Cruz / Lusa
António Costa e
A dívida pública subiu 2,4 mil milhões de euros em junho, face a maio, totalizando 240 mil milhões de euros no final do primeiro semestre, de acordo com informação divulgada pelo Banco de Portugal.
De acordo com o boletim estatístico do BdP, “no final do primeiro semestre de 2016, a dívida pública situou-se em 240,0 mil milhões de euros, aumentando 2,4 mil milhões de euros relativamente a maio”.
Esta variação em junho “reflete principalmente emissões líquidas positivas de títulos (2,0 mil milhões de euros)”, refere o BdP.
“O crescimento da dívida pública foi acompanhado por uma redução dos ativos em depósitos (0,3 mil milhões de euros), pelo que a dívida pública líquida de depósitos da administração central registou um aumento de 2,8 mil milhões de euros em relação ao mês anterior”, refere o boletim.
A dívida pública ascende assim “a 222,0 mil milhões de euros no final do primeiro semestre” deste ano, acrescenta o boletim do Banco de Portugal.
O valor registado em Junho representa um aumento de 3,75% face ao nível observado no final do ano passado.
Ou seja, nos primeiros seis meses do ano, a dívida aumentou em 8.674 milhões de euros.
Ministro da Economia desvaloriza subida da dívida pública
O ministro da Economia desvalorizou a subida da dívida pública, explicando que esta “evoluiu dentro de um padrão” e que como está “em linha” com o crescimento nominal existe uma “estabilização” do rácio de endividamento.
Esta segunda-feira, em Braga, à margem de visitas a empresas do distrito, Caldeira Cabral considerou que o “importante” é que a dívida pública “cresça menos” do que a economia e que haja “contenção” nas contas públicas.
“É uma evolução que vem dentro de um padrão, é um aumento de 3%, que desde que esteja em linha com o crescimento nominal, e é o que se está a ver, significa uma estabilização do rácio do endividamento”, afirmou Caldeira Cabral quando confrontado com aqueles dados do BdP.
Segundo o titular da pasta da Economia, “mais importante é garantir que há uma trajetória de crescimento da economia e contenção nas contas públicas” o que, segundo Caldeira Cabral, “garante um controlo do endividamento e uma redução do rácio de endividamento e é isso que está previsto para esta legislatura”.
O ministro referiu que “a dívida pública vai continuar a crescer dentro do padrão em que vinha“.
“Se crescer menos do que a economia vamos ter uma diminuição do rácio de endividamento”, concluiu.
(notícia atualizada às 17h30)
ZAP / Lusa
Esta notícia pouco esclarece. Possivelmente os srs. jornalistas ainda não se aperceberam que a dívida continuará a subir enquanto existir deficit. O que seria importante saber - em vez de citar números avulsos - é se o deficit está a diminuir de acordo com as metas traçadas. Uma dívida contida sem deficit ou superavit é sempre pagável, porque o prazo de pagamento é indefinido - já dizia o Sócrates e com razão " a dívida não se paga [totalmente] gere-se".