Ricardo Oliveira, mariadebelemsedenacional / Facebook

Maria de Belém Roseira, ex-presidente do PS

Ricardo Gonçalves sugere que os apoiantes da ex-candidata à Presidência ajudem a pagar as despesas da campanha eleitoral.

Os apoiantes de Maria de Belém vão ser convidados a ajudar financeiramente a ex-candidata a pagar as despesas da sua campanha eleitoral, avança o jornal i.

O objetivo é reunir apoios de uma forma discreta mas há no partido quem esteja já a apelar a uma campanha pública para ajudar a antiga ministra.

Caso disso é o dirigente socialista Ricardo Gonçalves, uma vez que a candidata se vê agora obrigada a pagar a campanha do seu próprio bolso por não ter atingido os 5% que dão acesso ao apoio estatal.

A situação agrava-se ainda porque o PS, que decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos socialistas e manter uma posição neutra nestas eleições, também fica de fora.

O dirigente chegou mesmo a lançar a ideia através da sua página do Facebook, afirmando que “é preciso criar um movimento para ajudar a pagar as dívidas”.

Em declarações ao mesmo jornal, o ex-deputado defende que contribuir para as despesas da campanha “é um ato cívico” e critica a posição do partido.

“Várias figuras deram a cara por Maria de Belém e podem lançar um movimento de gente com peso. Não se pode abandonar a candidata. Uns podem dar mais do que outros, mas é preciso ajudar a pagar a campanha”, afirma.

“António Costa disse que os candidatos do PS eram dois. Sampaio da Nóvoa não precisa porque recebe a subvenção estatal, mas o PS deve ajudar Maria de Belém“, critica.

Maria de Belém previa gastar 650 mil euros durante a campanha eleitoral mas, segundo o jornal, os gastos devem ser mais reduzidos.

Apenas Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias vão tirar partido dos 3,4 milhões de euros previstos pelo Estado para apoiar os gastos dos candidatos.

No entanto, apenas deverão ser gastos 1,3 milhões de euros porque as despesas destes candidatos foram bastante mais baixas do que se esperava, sobretudo pelo Presidente eleito que poupou cerca de 1,5 milhões.

ZAP