Ritchie B. Tongo / EPA

Num artigo publicado no Avante!, o dirigente comunista nega que haja repressão em Hong Kong e considera que os media abafam “o fabuloso desenvolvimento” da China.

De acordo com o semanário Expresso, a opinião de Gustavo Carneiro, jornalista que pertence ao Comité Central do PCP, pode ser lida na edição do Avante! desta quinta-feira. Num artigo intitulado “O Rei Manda…”, o comunista afirma que a repressão em Hong Kong “nunca ocorreu”.

“No ano passado, durante os protestos em Hong Kong, não se preocuparam em desvendar a (assumida) ligação dos líderes aos EUA, preferindo antecipar uma brutal repressão, que nunca ocorreu“, cita o jornal.

“Passaram, então, a justificar as motivações políticas, financeiras, diplomáticas que levaram a que tal repressão não tivesse ocorrido, ao mesmo tempo que calavam a que efetivamente acontecia, nesses mesmos dias, no Equador do traidor Moreno, no Chile do neoliberal Piñera ou na Bolívia da golpista Añez”, continua.

Segundo o dirigente do PCP, a culpa desta situação pertence aos media, comandados pelos Estados Unidos, que abafam o “o fabuloso desenvolvimento do gigante asiático [China] desde a revolução de 1949: os milhões retirados da fome, da pobreza e do obscurantismo, o fulgurante aumento da esperança de vida, a transformação de um país atrasado e dependente numa das maiores potências da atualidade”.

“A República Popular da China é o alvo a abater e o rigor não é um critério”, considera ainda Gustavo Carneiro.

Este artigo sai numa altura em que a China aprovou a lei de segurança nacional para Hong Kong, que proíbe “qualquer ato de traição, separação, rebelião, subversão contra o Governo Popular Central, roubo de segredos de Estado, a organização de atividades em Hong Kong por parte de organizações políticas estrangeiras e o estabelecimento de laços com organizações políticas estrangeiras por parte de organizações políticas de Hong Kong”.

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