O director de Informação da TVI, Sérgio Figueiredo, pronunciou-se finalmente sobre o fim do espaço de comentário do ex-ministro do PS Augusto Santos silva na TVI24. Ele não voltou ao ecrã do canal “por ser malcriado, não porque a sua voz é incómoda”, garante.

Sérgio Figueiredo tinha-se mantido em silêncio sobre o caso, mesmo depois de Augusto Santos Silva ter acusado a TVI de censura.

O ex-ministro socialista tinha também durante o seu espaço de comentário “Os porquês da política“, em pleno directo, no passado dia 7 de Julho, acusado a direcção do canal de falta de “coragem” pela alegada rescisão unilateral do seu contrato.

A resposta do director de informação da TVI chega agora através da sua coluna de opinião no Diário de Notícias.

Num artigo intitulado “Para acabar de vez com um monólogo patético e deprimente“, Sérgio Figueiredo destaca que não está em causa a liberdade de expressão, mas “é de decência que se trata” e de “ética”.

Escreve ainda que Santos Silva não voltou à TVI24 “por ser malcriado, não porque a sua voz é incómoda”.

“Há limites para tudo”, lamenta também Sérgio Figueiredo, notando que foi acusado de “censura, prepotência” de uma forma “persistente, insistente, obsessiva, insultuosa”.

Sem se referir directamente a Santos Silva, Sérgio Figueiredo usa no seu texto termos como “cobardia”, “mentira” e “narcisismo” e fala em “pintarolas”, em “arrogantes senis” e em “figuras patéticas” que “praticam o culto da sua própria pessoa”.

ZAP