O acordo alcançado nos Açores entre PSD e Chega terá sido negociado em Lisboa. O Expresso avança que André Ventura se reuniu com Adão Silva, líder parlamentar do PSD, e com Rui Rio. No entanto, as duas partes desmentem.
De acordo com o semanário Expresso, Adão Silva, líder parlamentar do PSD, reuniu-se “discretamente” com André Ventura na Assembleia da República, três dias depois das eleições açorianas. No encontro, terá sido feita uma primeira avaliação sobre um entendimento de incidência parlamentar na região autónoma e André Ventura terá apresentado as suas condições.
O Expresso avança ainda que, além dessa reunião, foi combinada uma conversa pessoal entre Rui Rio e André Ventura para a mesma semana, mas nenhuma das partes confirma ter acontecido.
“As reuniões que possam ter existido com o Chega para efeitos do acordo dos Açores foram realizadas exclusivamente nos Açores“, respondeu a assessoria de imprensa do PSD, num email enviado ao semanário. O Expresso escreve, no entanto, que algumas fontes garantem que o encontro aconteceu.
Ao matutino, André Ventura recusa “alimentar a novela” insular. “Tenho confiança de que o PSD cumprirá a sua parte e sei que o Chega fará a sua. Acho que os Açores ficaram a ganhar”, disse apenas.
José Manuel Bolieiro, que foi indigitado presidente do governo regional dos Açores no sábado, confirmou ao Expresso que esteve sempre sintonizado com a sede nacional do PSD. “Informei o líder do partido das diligências que estava a tomar, quer para o acordo governativo nos Açores quer para os acordos de incidência parlamentar”, referiu.
Apesar disso, Bolieiro garante nunca ter pedido “licença” para qualquer movimentação. “Foi tudo fruto da total autonomia dos órgãos regionais
dos partidos, designadamente o acordo de coligação. Foi o órgão regional do PSD, até porque eu disse, no dia em que fizemos o acordo de governo, que seria um governo profundamente autonómico e para os Açores.”Adão Silva ajudou André Ventura a limar o comunicado
Na edição desta sexta-feira, o semanário avança ainda que, a 6 de novembro, André Ventura enviou a Adão Silva um esboço de comunicado que se preparava para divulgar sobre o anúncio do acordo.
O líder parlamentar social-democrata rejeitou a primeira versão e ajudou a afinar o documento.
“O deputado André Ventura enviou uma proposta de comunicado que pretendia que não fosse desmentido pelo PSD e que, na sua primeira versão, não estava nessas condições porque dele se podia intuir que existia um acordo nacional. Posteriormente, através do deputado Adão Silva, enviou uma segunda versão, que estava em condições de não ser desmentida pelo PSD”, referiu o gabinete de Rui Rio.
A coligação PSD, CDS-PP e PPM toma posse nos Açores na próxima terça-feira.
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Não entendo tanto alarido por causa do Chega.Eu quero lembrar especialmente os ''comunistas'' deste país que.O Chega é um partido legal,registado na Assembleia da República por isso,se houver um partido que queira fazer um acordo com o Chega,qual é o problema?há já sei,estão com medo de perder os tachos.