A ministra dinamarquesa da Imigração e Integração, Inger Støjberg, mostrou-se “agradada” com a medida
A Dinamarca pretende banir para uma ilha remota requerentes de asilo cujos pedidos tenham sido rejeitados ou que tenham cadastro, revelou esta terça-feira um deputado de um partido apoiante do Governo dinamarquês.
Segundo Martin Henriksen, deputado do Partido Popular Dinamarquês (PPD), uma formação anti-imigração que apoia o Governo de centro-direita, a iniciativa do executivo “é um sinal para todo o mundo de que a Dinamarca não é atrativa” para migrantes.
Embora considerando que esse projeto do Governo pode representar uma violação do direito internacional, Henriksen acrescentou que o seu partido não “se importa de desafiar as convenções [internacionais]”.
De acordo com o relato do Copenhagen Post, esta decisão foi uma contrapartida na qual o governo dinamarquês cedeu para garantir a aprovação do Orçamento do Estado por parte do Partido Popular Dinamarquês – força política anti-imigração e com tendências de extrema-direita.
Em comunicado, a ministra dinamarquesa da Imigração e Integração, Inger Støjberg, mostrou-se “agradada” com o compromisso de “estabelecer um centro de saída na ilha de Lindholm para os criminosos que vivem neste momento no Centro de Kærshovedgård”.
Os visados “não são desejados no país e, com o novo centro de saída na ilha de Lindholm, vamos enviar um sinal de que não têm futuro na Dinamarca”, acrescentou.
Por sua vez, o PPD congratulou-se com a medida, publicando um vídeo no Twitter, no qual é possível ver um homem de tez escura e vestes árabes a ser deixado numa ilha remota de barco. “Expulsos, os estrangeiros criminosos não têm nada a fazer na Dinamarca”, “até que possamos ver-nos livres deles, vamos movê-los para a ilha de Lindholm (…) onde vão ser obrigados a ficar no novo centro à noite”, pode ler-se no vídeo.
A isolada ilha de Lindholm foi, até ao verão passado, um local de experiências laboratoriais do Instituto de Veterinária do Estado, que estava a investigar doenças animais contagiosas. Localizada na Baía de Stege, a olha tem sete hectares e fica a cerca de dois quilómetros da sul da Zelândia, detalha o The New York Times.
O plano, adotado na sexta-feira pelo Governo e pelo PPD – a garantirem ambos os 90 votos para obterem uma maioria -, consiste em descontaminar a ilha desabitada e criar instalações para migrantes para alojar cerca de 100 pessoas em 2021.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Uma dúvida Migrante não é uma migração dentro do mesmo país/zona? Não estão a traduzir mal a palavra Imigrante? Pergunto porque não me parece pelo resto da notícia que vão migrar os locais mas sim os Imigrantes Legais/ilegais/portadores de asilo que tenham um cadastro.