Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca

Os Governos da Dinamarca e da Áustria anunciaram, esta segunda-feira, algumas medidas para que os países comecem a voltar à normalidade.

O Governo da Dinamarca anunciou, esta segunda-feira, que poderá reabrir, a 15 deste mês, os infantários e as escolas até ao quinto ano, se o número de infetados e de mortos na sequência da pandemia da covid-19 se mantiverem estáveis.

O anúncio foi feito pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que adiantou que a medida é uma das que se preveem integrar a primeira fase de uma reabertura “controlada” e “prudente” dos encerramentos decretados há cerca de um mês.

A primeira fase, referiu, inclui também a possibilidade de os trabalhadores do setor privado regressarem aos locais de trabalho, “sempre que esteja justificado do ponto de vista sanitário”.

Frederiksen, que já na semana passada admitiu a possibilidade de começar a “reabrir” o país depois da Páscoa, assinalou que a decisão conta com o apoio das autoridades sanitárias, mas ressalvou a necessidade de se manter um enfoque “pragmático e realista” e um “equilíbrio”.

A Dinamarca, que conta com cerca de 5,7 milhões de habitantes, registou até hoje 4681 infetados e 187 óbitos devido ao novo coronavírus. Os números estão, porém, a baixar nos últimos dias.

“Se os números evoluírem em sentido contrário, não iniciaremos a reabertura depois da Páscoa”, avisou a primeira-ministra dinamarquesa, que apelou à responsabilidade dos cidadãos.

Florian Wieser / EPA

Sebastian Kurz

O Governo de Copenhaga prolongou até 10 de maio a proibição de concentrações com mais de dez pessoas e o encerramento das fronteiras a cidadãos estrangeiros sem autorização de residência e da maioria dos estabelecimentos comerciais.

Frederiksen acrescentou que, a partir de 10 deste mês, se os números se mantiverem estáveis, poderão ser também reabertos os cafés e restaurantes — que atualmente funcionam com entrega de refeições ao domicílio —, cabeleireiros e centros de fisioterapia, entre outros. Porém, os grandes eventos, como centros musicais e festivais de música, estão proibidos pelo menos até agosto, frisou Frederiksen.

Segundo a primeira-ministra dinamarquesa, o Governo vai continuar a importar máscaras e material de proteção, considerando que é necessário efetuar mais testes para permitir a extensão da reabertura de mais atividades comerciais e empresariais. Em relação à banca, Frederiksen instou-a a diminuir as taxas de juro e que garantam, de futuro, empréstimos mais baratos.

Na Áustria, o primeiro-ministro, Sebastian Kurz, anunciou, também esta segunda-feira, que as pequenas lojas devem abrir a 14 de abril, medida que se deverá estender a todas as lojas e negócios a 1 de maio, avança o semanário Expresso

.

A partir de meio de maio, prevê-se também a abertura de hotéis, restaurantes e outros serviços. As escolas irão manter-se fechadas até essa altura e os eventos públicos que juntam muitas pessoas continuam proibidos até ao final de junho.

Se os números de infetados voltarem a piorar, o Governo mantém “sempre a possibilidade e voltar a entrar em emergência“, relembrou Kurz, citado pelo Diário de Notícias, acrescentando que “tudo depende da obediência das regras de distanciamento social por parte dos cidadãos”.

O país, como 8,8 milhões de cidadãos, regista 12.058 casos confirmados e 204 mortes.

China sem registo de mortes nas últimas 24 horas

A China disse, esta terça-feira, que não foram registadas quaisquer mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas e que no país existem pouco mais de duas centenas de casos graves de infeção.

A Comissão Nacional de Saúde da China informou que nas últimas 24 horas foram registados 32 novos casos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, todos provenientes do exterior, os chamados casos importados.

Além disso, as autoridades de saúde chinesas indicaram que o número total de infetados no país asiático desceu para 1242, quando no dia anterior era de 1299 pessoas.

Assim, o número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 81.740, dos quais 3331 pessoas morreram e 77.167 pessoas receberam alta.

Mais de 10 mil mortes nos Estados Unidos

Os Estados Unidos registaram, esta segunda-feira, mais 1150 mortes em 24 horas e cerca de 30 mil infetados, indica a Universidade Johns Hopkins.

No total, desde o início do surto, morreram nos EUA 10.783 pessoas e o país contabiliza oficialmente mais de 366 mil casos de infeção.

O novo coronavírus já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil. Dos casos de infeção, cerca de 250 mil são considerados curados.

 

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]