Investigadores austríacos realizaram um estudo que revela incidências significativamente maiores de cancro em indivíduos vegetarianos.
Uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Social e Epidemiologia da Universidade Médica de Graz, na Áustria, realizou um estudo que revela o que pode significar uma dieta vegetariana para a nossa saúde.
A equipa de investigadores analisou dados de 1290 indivíduos austríacos, com 15 anos ou mais. O grupo foi dividido em quatro subgrupos: 330 indivíduos eram vegetarianos, 330 eram carnívoros que comiam também muita fruta e vegetais, 300 eram carnívoros que comiam muita carne e 330, embora carnívoros, alimentavam-se de pouca carne.
O estudo, publicado em 2014 na revista científica PLOS, revelou que, em geral, os vegetarianos sofrem mais de condições crónicas e tomam mais medicação do que os indivíduos que se alimentam de carne ocasionalmente.
No entanto, a experiência provou que quem opta pela dieta vegetariana tende a ter um menor Índice de Massa Corporal (IMC), fazendo com que sofram menos de problemas relacionados com o colesterol, hipertensão, doença arterial coronária e diabetes tipo 2.
Relacionadas à dieta vegetariana, surgem as condições socioeconómicas dos indivíduos. Os produtos consumidos numa dieta vegetariana são mais caros, fazendo com que muitas pessoas não tenham recursos económicos para consumir produtos vegetais de alta qualidade.
Curiosamente, o estudo revelou que os vegetarianos são menos vacinados e vão ao médico com menos regularidade do que os outros grupos. Este facto pode afetar os dados relativos às condições crónicas observados neste estudo.
Pensa-se que esta falta de preocupação com a saúde esteja intimamente relacionada com as táticas de marketing das marcas de alimentos saudáveis que, afirmando que a “comida é medicina”, podem levar os indivíduos a acreditar que não precisam de ir ao médico porque a sua dieta saudável já é um bom remédio.
A correlação entre o Índice de Massa Corporal e a carne ficaram claros neste estudo. Os carnívoros que consomem muita carne na sua dieta têm o IMC mais alto, enquanto que os indivíduos exclusivamente vegetarianos têm o menor.
Mas a correlação e a causa não são claras. Os consumidores de carne apresentam também uma taxa muito maior de consumo de álcool, que é uma das formas mais rápidas e infalíveis de engordar.
No que diz respeito a dietas alimentares, há inúmeros fatores que desempenham um papel importante na forma como interagimos com as nossas escolhas alimentares, como o ambiente, o nível de atividade física e a genética.
Durante a maior parte da nossa história evolutiva, a proteína e a gordura foram escassas e difíceis de conseguir. Mas, hoje em dia, comer carne e ignorar os carboidratos e as fibras presentes nas plantas parece ser tão perigoso quanto evitar totalmente a carne na nossa dieta alimentar.
Sobre as nossas escolhas e como estas podem influenciar a nossa saúde e bem-estar, os investigadores defendem que devemos optar por uma dieta alimentar consciente e que esta deve, sobretudo, “basear-se no equilíbrio, numa era de excessos”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”https://hypescience.com/dieta-vegetariana-ligada-pior-saude-estudo/” source=”HypeScience”]
antes de pensar só no meu umbigo, penso no bilioes de animais que sofrem desncessariamente para alimentar os ogres que somos nos humanos, e que afinal não temos humanidade nenhuma. Por isso Vegan é o caminho.