Tiago Petinga / Lusa

A Direção-Geral de Saúde está a estudar a utilização obrigatória de máscara nas ruas, escreve o Jornal de Notícias na sua edição impressa desta sexta-feira, citando fontes do organismo liderado por Graça Freitas.

De acordo com o JN, esta é uma das medidas que está a ser estudada pela DGS, podendo Portugal vir a seguir o exemplo de países como França, que recentemente decretou o uso obrigatório de máscaras de proteção individual em espaços públicos abertos.

O mesmo jornal escreve ainda nesta sexta-feira que podem voltar a ser proibidos os ajuntamentos com mais de dez pessoas.

Ao JN, Manuel Carmo Gomes, epidemiologista e um dos especialistas ouvidos nas reuniões do Infarmed, explica que a utilização da máscara “pode ser uma boa estratégia perante o contexto explicado pelo Governo”, relativamente a um possível agravamento da pandemia no outono e inverno, considerando também o regresso às aulas e ao trabalho.

“Se a alunos fechados na sala de aulas e mais gente nos locais de trabalho e nos transportes juntarmos alguém infetado, bastam 15 minutos de contacto para que o vírus seja inalado. A máscara pode então ser uma das medidas a adotar“, referiu.

O matutino refere que a medida pode vir a ser tomada na sequência do estado de contingência, que passará a vigorar em Portugal continental a partir de 15 de setembro.

“Para a quinzena que se inicia a 1 de setembro, mantém-se exatamente as mesmas medidas que tínhamos até aqui — e isto acontece porque os números estão estáveis, a resposta do SNS está controlada e a capacidade de testes tem vindo a aumentar — mas decidimos desde já que a partir de 15 de setembro o país estará em estado de contingência com um conjunto de medidas para preparar o outono e o inverno e que serão apresentadas na semana que se inicia a 7 de setembro”, anunciou esta quinta-feira a ministra Mariana Vieira da Silva em conferência de imprensa.

“O Governo decidiu que na quinzena que se inicia a 15 de setembro, todo o país ficará em estado de contingência, para que possamos definir as medidas que precisamos de organizar em cada área para preparar o regresso às aulas e o regresso de muitos portugueses ao seu local de trabalho“, acrescentou.

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