d.r. Jason Lewis / Rutgers University

A arqueóloga Sonia Harmand descobriru ferramentas com 3.3 milhões de anos, provavelmente usadas por uma espécia semelhante ao Australopiteco – mas mais antigo

Investigadores norte-americanos acreditam ter descoberto, no Quénia, as ferramentas humanas mais antigas, com 3,3 milhões de anos, revela a revista Nature.

A descoberta, feita a oeste do lago Turkana, recua em 700 mil anos o aparecimento das primeiras ferramentas em pedra lascada.

Até à data, as mais antigas ferramentas, encontradas em Gona, na Etiópia, tinham 2,6 milhões de anos.

Os novos instrumentos são igualmente 500 mil anos mais antigos do que os primeiros vestígios do género Homo, antepassado direto dos humanos, e provam a existência de capacidades cognitivas e motoras necessárias ao fabrico de ferramentas em pedra entre os hominídeos.

Segundo a principal autora do estudo, Sonia Harmand, investigadora da Universidade de Stony Brook, nos Estados Unidos, a descoberta “revela que um outro género de hominídeo, talvez uma forma de australopiteco mais antiga

, tinha já capacidades cognitivas e motoras necessárias à produção de ferramentas”.

O estudo, sustenta Harmand, “refuta a hipótese de longa data de que o Homo habilis foi o primeiro fabricante de ferramentas”. Falta agora à equipa da investigadora definir que espécies de hominídeos puderam produzir estes instrumentos.

A coleção de novas ferramentas inclui bigornas, martelos de pedra e percutores. A forma dos instrumentos encontrados no Quénia indica que foram usados com toda a força possível, para obter lascas afiadas e esmagar objetos.

/Lusa