Nuno Roberto ou Zé do Pipo, como era conhecido no mundo artístico, desapareceu em Novembro do ano passado na praia de Peniche, local onde foram encontrados os seus documentos e o carro. As buscas pelo cantor de 40 anos já cessaram sem que tenham sido encontrados quaisquer vestígios que apontem para o seu paradeiro.
A família acredita que Nuno Roberto se suicidou, atirando-se ao mar, mas o Ministério Público (MP) não descarta as hipóteses de homicídio, de rapto ou sequestro, como apurou o Correio da Manhã (CM).
Citando o processo que se encontra no Tribunal de Leiria, o jornal refere que o MP está a investigar como “possibilidades abstractamente consideradas” a “eventual prática dos crimes de homicídio, de rapto ou de sequestro“.
Assim, os investigadores procuram delinear o percurso feito por Zé do Pipo desde a sua residência até ao Banco e à farmácia, onde terá ido no dia do desaparecimento, até que se lhe tenha perdido o rasto.
Entretanto, o CM conseguiu chegar a uma testemunha ouvida pela Polícia Marítima e pela Polícia Judiciária, quando decorriam as buscas por Zé do Pipo, que acrescenta novos dados ao mistério.
Esta testemunha, identificada como António Chicharro, assegura que no dia em que o artista desapareceu viu um homem que parecia ser Zé do Pipo a falar ao telemóvel, na mesma praia onde foi encontrado o seu carro. “O homem andava desorientado, nervoso”, conta esta testemunha, relatando que “andava no pontão para trás e para a frente” sem parar.
O CM acrescenta que há suspeitas de que alguém pode ter apagado as chamadas do telemóvel de Zé do Pipo.
O MP está a tentar obter a listagem das chamadas recebidas e efectuadas pelo artista, bem como a localização do telemóvel. Neste momento, há um recurso no Tribunal da Relação, interposto pelo MP, depois de o juiz de instrução ter negado esse rastreamento do telemóvel.
O juiz de instrução alegou que está em causa a “pura e simples busca pelo cadáver do desaparecido”, frisando que “provavelmente se lançou ao mar, até porque passava por uma profunda depressão“. Mas o MP contrapõe que o objectivo é “averiguar a existência de indícios de crime – de homicídio, rapto ou sequestro”.
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