Extraviaram-se os exames efectuados ao bebé que morreu no hospital da Guarda, no passado dia 16 de Fevereiro, e que são prova essencial para apurar se houve ou não negligência médica.

Esta é a versão apresentada pela administração da Unidade local de Saúde da Guarda ao Ministério Público (MP), segundo avança o Jornal de Notícias

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Os responsáveis da administração terão informado o MP de que os documentos com os registos cardiotocográficos do feto se extraviaram. O MP não tem assim, acesso ao exame feito na véspera da morte do bebé, nem àquele que foi feito no dia em que a grávida entrou nas Urgências pediátricas do hospital.

O JN realça que este último exame é considerado “fundamental” pelos investigadores do MP, já que permite apurar se o bebé estava vivo ou não quando a mãe foi observada e logo, se houve ou não negligência médica no atendimento.

Estão em causa exames que avaliam os batimentos cardíacos do feto e que ajudam os médicos a perceber se este está a receber o oxigénio suficiente para sobreviver.

A investigação está também sem acesso às imagens de video-vigilância do hospital, revela o Correio da Manhã, que realça que estas podem comprovar o tempo de espera a que a grávida esteve sujeita.

“Os serviços alegam dificuldades técnicas para não disponibilizar as referidas imagens”, afiança o CM.

Perante estas dificuldades, o MP poderá decidir acusar a administração do hospital de “obstrução à justiça”, avança o JN.

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