Abel F.Dantas / ZAP

A demolição do prédio Coutinho vai custar aos contribuintes mais de 35 milhões de euros. Este é um valor muito superior ao previsto há 20 anos pelo então ministro do Ambiente José Sócrates.

Há cerca de 20 anos atrás, quando a demolição do prédio Coutinho foi inicialmente prevista, José Sócrates era o ministro do Ambiente e fez uma previsão dos custos que ia ter para os contribuintes. Na altura, o ministro previu que a demolição do edifício fosse custar 12,6 milhões de euros.

Agora, segundo avança a revista Sábado, a demolição do prédio para repor a estética urbanística desejada na cidade vai custar mais de 35 milhões de euros. Ou seja, mais de 22 milhões de euros do que foi previsto por Sócrates, durante o governo de António Guterres.

A queda do prédio Coutinho tinha um prazo para ser consumada até 31 de dezembro de 2003, mas ainda hoje se mantém imponente – pelo menos por enquanto. Na semana passada, a Sociedade VianaPolis iniciou os trabalhos de desconstrução das frações desocupadas do edifício, sendo que no interior do prédio permaneciam nove moradores

, que se recusavam a entregar seis habitações.

O Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, quebrou o silêncio sobre o Prédio Coutinho. Abordado pelos jornalistas, o governante sublinhou que “este é um processo com 19 anos”, e que na altura se traçou um plano de pormenor onde se decidiram “duas coisas importantes que vale a pena recordar”.

“O antigo mercado já tinha as condições que devia ter e era necessário fazer um novo e o Prédio Coutinho era, num cidade tão bonita como Viana do Castelo, um abcesso urbano que não fazia qualquer sentido”, sustentou.

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