Rodrigo Antunes / Lusa
O ministro das Finanças, Mário Centeno
O défice situou-se em 0,8% do PIB no primeiro semestre deste ano, em contas nacionais, abaixo dos 2,2% registados no período homólogo, mas longe da meta para o conjunto do ano, de 0,2%.
“No conjunto do primeiro semestre de 2019, o saldo das AP [Administrações Públicas] totalizou -789,3 milhões de euros, correspondente a -0,8% do PIB [Produto Interno Bruto]”, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional.
O valor é inferior ao défice de -2,2% registado em igual período do ano anterior. O INE explica que, na comparação do primeiro semestre de 2019 com o mesmo período de 2018, “tanto o saldo em contabilidade nacional como o saldo em contabilidade pública registaram melhorias significativas“.
Contudo, a principal rubrica a penalizar o saldo orçamental até junho foram as injeções de capital e assunção de dívidas.
No primeiro trimestre deste ano, as AP tinham tido um excedente de 0,4% do PIB. O Governo tem uma meta de 0,2%
para o défice no conjunto deste ano.O ministro das Finanças afirmou hoje que os dados das contas nacionais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística estão “totalmente alinhados” com os objetivos do Governo de um défice de 0,2% para 2019, rejeitando a hipótese de revisão.
“Interpretamos estes números como estando totalmente alinhados com aquilo que são os nossos objetivos orçamentais para o ano. […] Nós não temos orçamentos retificativos, nós não temos que ir à Assembleia da República pedir mais dinheiro aos portugueses para pagar as despesas do Estado. Não pretendo fazer nenhuma revisão, este número que hoje conhecemos está alinhado e é completamente compatível com os objetivos do ano”, afirmou Mário Centeno em conferência de imprensa no Porto.
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