Os últimos dez anos de Portugal mereceram elogios por parte da imprensa espanhola. O jornal Expansión classificou como “prodigiosa” a última década nacional.

O jornal espanhol Expansión fez largos elogios aos últimos dez anos nacionais, classificando como “prodigiosa” a última década portuguesa.

“Do resgate ao excedente; do abandono do centro histórico de Lisboa à sua explosão turística; do levantamento das dúvidas sobre o seu governo anti-austeridade para a liderança de Mário Centeno no Eurogrupo”, refere o artigo.

“Pequeno país na periferia europeia que durante uma década prodigiosa aumentou o seu prestígio para o exterior”, começa por referir o artigo, que questiona: “O que aconteceu em Portugal?”

O primeiro ponto de destaque é o resgate de Portugal em 2011 para antecipar o primeiro excedente da história democrática até 2020. “Para chegar aqui, atravessou um caminho que incluiu três anos de um severo programa de austeridade da troika, vários ciclos económicos em recessão e recessão. um retorno épico impulsionado pelo turismo.”

O ano de 2015 é também encarado como um “ponto-chave”. “Nesse ano, o país passou por eleições que provocaram um terramoto político com a chegada do socialista António Costa” que “garantiu uma aliança no Parlamento com o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda, que lhe deram uma maioria”.

Mário Centeno também não passa despercebido. “Bruxelas passou a estar atenta para o autor das contas portuguesas, um então desconhecido Mário Centeno, que logo mostrou sua predileção por limitar gastos, o que tranquilizou autoridades e investidores europeus”, indica o artigo.

Em declarações ao jornal, Pedro Goulart, professor de Economia da Universidade de Lisboa, concorda que “o principal aspeto do milagre português era que as pessoas acreditassem no país novamente”. Foram os anos em que meio milhão de pessoas saíram de Portugal “um golpe para um país de dez milhões de pessoas, que também envelhece: estima-se que em 2050 os idosos representem 40% de toda a sua população”.

Segundo o professor, uma melhoria na imagem internacional de Portugal, foi reforçada por um aumento “espetacular” do turismo, que já responde a cerca de 15% do PIB – ao se elevar como um destino alternativo ao norte da África, depois com problemas de segurança.

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