O Governo deverá anunciar esta quinta-feira a venda de até 66% da TAP a David Neeleman, dono da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.
De acordo com o Diário Económico, a proposta financeira de David Neeleman para o processo de privatização da companhia aérea portuguesa, através da Gateway, terá sido a mais vantajosa, ficando à frente da proposta da SAGEF, do grupo Synergy e Germán Efromovich
A venda deverá ser anunciada ainda hoje, depois da reunião do Conselho de Ministros, menos de uma semana depois da entrega das propostas finais, na passada sexta-feira, nas quais ambos os candidatos melhoraram as suas ofertas a nível financeiro e nos aspetos técnicos.
O projeto do novo dono, num consórcio com a Barraqueiro, assim como a disponibilidade para investir e os projetos de capitalização da empresa foram determinantes para a decisão, de acordo com o Económico.
O Governo quer fechar a venda dos 66% da TAP até ao final do mês. O novo investidor de referência assumirá 61% da empresa e os trabalhadores os restantes 5%, e só quando o consórcio entrar na companhia é que começarão os períodos de renegociação dos prazos da dívida.
Venda da TAP pode chegar aos 488 ME consoante desempenho em 2015
A venda da TAP ao consórcio Gateway permite a entrada de “no mínimo” 354 milhões de euros, valor que, consoante o desempenho da transportadora, pode chegar aos 488 milhões de euros, revelou hoje o Governo.
O valor da transação é “medido pela capitalização, pelo preço pago por ações e pela opção de compra e venda”, sendo que “não é possível antecipar nesta fase o valor recebido daqui a dois anos” pelo Estado com a privatização da TAP, explicou a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro reconheceu que o valor de encaixe para o Estado com o negócio é “reduzido” mas “importante”, sendo que a aposta no caderno de encargos sinalizava de antemão que havia um foco importante na capitalização da empresa.
O Governo decidiu hoje vender o grupo TAP, dono da transportadora aérea nacional, ao consórcio Gateway, do empresário norte-americano e brasileiro David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa, rejeitando pela segunda vez a proposta de Germán Efromovich.
ZAP
Assunto arrumado. Agora só falta tartar das restantes empresas de trnsportes públicos que mantêm o Estado e, bem assim, o contribuinte reféns da pouca vergonha a que se tem assistido. Bem haja o Governo que tenha a coragem de acabar com a mama destes "trabalhadores" oportunistas que prestam um péssimo serviço ao cidadão e ao país.