António Cotrim / Lusa
A Comissão Europeia faz um retrato desolador de Portugal daqui a 52 anos, prevendo que, em 2070, a população nacional cairá para apenas 8 milhões de pessoas. Além disso, Bruxelas alerta que o crescimento da economia portuguesa será o mais baixo da Europa.
Estes dados constam do relatório trienal da Comissão Europeia (CE) sobre o envelhecimento, intitulado “Ageing Report 2018”, e cujas conclusões são divulgadas pelo Diário de Notícias.
De acordo com este documento, a população portuguesa vai cair em 23%, relativamente aos habitantes actuais, para se situar nos oito milhões de pessoas em 2070.
A queda é ainda mais flagrante nos números relativos à população activa, com a CE a prever que a população com idade entre os 15 e os 64 anos de idade vai cair em 37%, passando dos actuais 6,7 milhões de pessoas para apenas 4,2 milhões
.Em termos de horas trabalhadas, a CE prevê que daqui a 52 anos o número seja 28% inferior à realidade presente, um dado motivado pela tendência de destruição de emprego, mas também pelo envelhecimento da população e pelos baixos índices de natalidade. Acresce ainda o saldo migratório que continuará a ser insuficiente para equilibrar a balança.
Outro dado preocupante do relatório aponta para o fraco potencial de crescimento da economia nacional, que será o mais baixo da Europa em 2070.
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Eles sabem tudo...Eles sabem tudo...A faltar ficaram as frases do costume a seguir às previsões apresentadas, que habitualmente a Comissão Europeia inclui em qualquer relatório sobre Portugal: temos de intensificar os esforços nas reformas estruturais, contenção nos gastos públicos, flexibilização das leis laborais, modernização da economia, etc. etc. Para se assegurarem que as previsões são corretas, nada como começar por reduzir os fundos estruturais, pois se vamos ser ainda menos também não precisamos de tanto. Se calhar, também é já para nos ajudar quando de pobres passarmos a muito pobres, que os europeus vem cá comprar os prédios todos pois assim estão já a assegurar que existirão menos prédios devolutos no futuro.