Mário Cruz / Lusa
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho
Um grupo de críticos de Passos Coelho está a reunir assinaturas para convocar um congresso extraordinário no partido. Queda nas sondagens e questão das eleições autárquicas são as razões que os deixam insatisfeitos.
Segundo o Expresso, os críticos de Passos Coelho estão a recolher assinaturas para que seja convocado um congresso extraordinário no próximo ano. Para já, este grupo terá conseguido reunir mais de 2.500 assinaturas.
Em causa está o facto de o PSD estar a descer cada vez mais nas sondagens e também por se notar uma falta de mobilização dentro do partido.
Uma dessas pessoas é Carlos Encarnação que, em entrevista à Antena 1, declarou que Passos “devia perguntar-se qual é o papel dele no meio disto tudo”.
O semanário escreve que, caso venha a realizar-se, este congresso não implica necessariamente uma mudança imediata do líder dos sociais-democratas, uma vez que este é escolhido por eleições diretas, mas seria um bom momento para dar início a uma disputa pela liderança.
Rui Rio tem sido o nome mais forte para vir a suceder ao ex-primeiro-ministro na liderança do partido. O antigo presidente da Câmara do Porto não formalizou ainda essa hipótese mas já deixou claro que, se fosse preciso, poderia
ser uma alternativa.O congresso teria de acontecer entre março ou abril do próximo ano, diz o Expresso, uma vez que, depois desse período, se aproximam as eleições autárquicas.
Esse é um tema que tem dado pano para mangas, sobretudo relativamente à cidade de Lisboa. Passos não exclui uma possível aliança com o CDS, quer na capital como no Porto, algo que deixa uma boa parte dos sociais-democratas insatisfeitos.
De acordo com o Diário de Notícias, o ex-chefe do Executivo admite essa hipótese publicamente porque os centristas e os sociais-democratas “são parceiros preferenciais”.
“Se porventura não for possível virmos a ter uma coligação com o CDS em Lisboa e no Porto, isso não quer dizer que não sejamos, na mesma, parceiros naturais”, afirmou.
Esta semana, Morais Sarmento deixou claro que “o PSD tem tido um comportamento autofágico” e que até poderia vir a candidatar-se mas agora “já é muito tarde”.
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Não voto PSD.Mar penso que não é salutar para a nossa democracia o ambiente desse Partido.
Oxalá, saibam rectificar os respectivos comportamentos e atitudes.