João Relvas / Lusa

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio

O líder do Partido Social-Democrata (PSD), Rui Rio, falou aos militantes sobre os tempos difíceis que se avizinham depois da paragem económica forçada, frisando que o partido disse sempre “presente” nas graves crises, numa carta que lhes dirigiu na terça-feira.

“Portugal e o mundo em geral vivem uma situação única na história da Humanidade. Não porque a Covid-19 seja a primeira pandemia de sempre, mas porque, por força da globalização, ela ocorre, pela primeira vez, praticamente em simultâneo em todo o mundo”, começou por dizer Rio, defendendo a união e a solidariedade no atual contexto.

O líder do PSD aproveitou para apontar os que criticam cedem “à tentação de agravar os ataques aos governos em funções”, considerando que o aproveitamento partidário das fragilidades políticas “não é, neste momento, uma postura eticamente correta”, nem “uma posição patriótica”.

“O que as pessoas querem (e bem!) é eliminar o vírus o mais depressa possível, dispensando uma instabilidade política que só dificulta o que já, de si, não é fácil de resolver”, sublinhou.

Rio lamentou que na vida política nem sempre seja possível a união contra o inimigo comum, que, em conjunto com a solidariedade, são indispensáveis “de molde a que o país consiga enfrentar este combate com o menor número de vítimas e o menor desconforto possível”, enfatizando a atitude cooperante

que tem tido enquanto líder da oposição.

E acrescentou: “Dos ecos que me vão chegando, concluo que a maioria dos nossos militantes tem também apoiado e assumido esta postura, o que não só me satisfaz, como muito me orgulha. Ver o nosso partido com sentido de Estado e da responsabilidade, é vê-lo a honrar o seu passado e a pôr Portugal à frente de tudo o mais”.

Antes de se despedir com “um abraço social-democrata”, salientou os tempos difíceis que se aproximam, destacando que o PSD disse sempre “presente” nas graves crises que o país enfrentou no passado. Agradeceu ainda o apoio dos militantes, cuja “grande maioria” continua “a estar à altura das suas responsabilidades”.

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