Tiago Petinga / Lusa
A ameaça de demissão de Costa caso a contagem do tempo dos professores fosse aprovada no Parlamento parece ter ajudado o PS a subir 0,8 pontos nas intenções de voto para as legislativas e a aumentar a classificação do primeiro-ministro.
Segundo a sondagem da Aximage, para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã, que inquiriu 601 pessoas entre 3 e 8 de maio, o PS está agora com 35,4% das intenções de voto para as legislativas. Também o PSD conseguiu apenas mais 0,3 pontos em relação a abril, alcançando 27,6% das intenções de voto.
A principal mudança, no entanto, não se deu no cenário dos partidos políticos mas sim nos seus líderes. António Costa foi o único líder partidário que subiu a sua nota de avaliação, estando agora com uma classificação de 9,8 valores, mais 0,4 pontos do que em abril. No entanto, continua a estar longe do 12,6 que teve em maio do ano passado.
A acrescentar a esta subida, os números indicam que a maior parte dos portugueses inquiridos (52,8%) prefere o secretário-geral do PS para primeiro-ministro em vez de Rui Rio, que conta com 29,5% das escolhas. O presidente do PSD viu a sua classificação descer quase um valor, para 7,4.
Na lista dos líderes que desceram a sua nota está Assunção Cristas, líder do CDS, que registou uma queda percentual de quase dois pontos, estando agora com uma nota de 6,3 valores – a pior classificação de sempre – e acompanhando a descida do CDS em 1,1 pontos nas intenções de voto (7,4%).
Já o Bloco de Esquerda conta com 7,9% das intenções de voto, sendo que também Catarina Martins viu a sua nota baixar 0,6 valores, para 8,2. Por fim, o PCP manteve praticamente as intenções de voto em 7,4%, bem como Jerónimo de Sousa manteve a mesma avaliação.
Na semana passada, uma sondagem também da Aximage indicou que 49% da amostra de inquiridos consideram que António Costa fez bem ao ameaçar demitir-se. 44% dos que responderam consideram, por outro lado, que António Costa procedeu mal, enquanto os restantes 7% não responderam.
Depois de o Governo ter decidido devolver parte do tempo de serviço congelado aos professores, todos os grupos parlamentares (menos o PS) aprovaram na especialidade a contagem integral do tempo de serviço dos professores (num remanescente de 6,5 anos), sem definir prazos e formas de o fazer. O diploma, entretanto, foi votado sexta-feira e, com o volte face nas posições dos partidos, foi chumbado.
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Uma pena. Estamos mesmo num País de tansos.