Miguel A. Lopes / Lusa
Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates
José Sócrates poderá ter continuado alguns crimes de que é acusado mesmo depois de ter sido preso. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) considera que o esquema de branqueamento de capitais continuou mesmo depois da sua detenção em novembro – e com a intervenção do ex-primeiro-ministro.
De acordo com o Sol, o ex-Primeiro-ministro renegociou um empréstimo conseguindo 100 mil euros e fez uma transferência bancária de 10 mil euros a partir da prisão de Évora.
As escutas telefónicas e a quebra do segredo bancário permitiram aos investigadores perceber que a ex-mulher de Sócrates, Sofia Fava, tem recorrido a alguns esquemas financeiros para manter em dia as prestações mensais de mais de quatro mil euros do empréstimo bancário que contraiu para comprar um monte no Alentejo.
De acordo com fontes judiciais consultadas pelo semanário, o Ministério Público (MP) acredita que a propriedade, que está em nome de Sofia Fava, é na verdade património de Sócrates.
O Sol alega que, sem as entregas regulares de dinheiro de Sócrates, a ex-mulher tem recorrido a vários esquemas considerados suspeitos para suportar as prestações do imóvel que o MP acredita ser de Sócrates.
As mensalidades – que até à detenção do ex-primeiro-ministro eram pagas com dinheiro que tinha origem em contas de Carlos Santos Silva – passam a representar um problema para Sofia Fava e para o seu companheiro, Manuel Costa Reis, em especial porque o empresário e grande amigo de Sócrates também se encontra preso e com as contas congeladas.
O ex-Primeiro-ministro foi detido a 21 de novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, indiciado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.
José Sócrates esteve preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora mais de nove meses, tendo esta medida de coação sido alterada para prisão domiciliária, com vigilância policial, a 4 de setembro passado.
Foi libertado há duas semanas da medida de coação de prisão domiciliária, embora esteja proibido de se ausentar de Portugal e de contactar com outros arguidos, no âmbito do processo Operação Marquês.
ZAP
Acreditam? Nós também acreditamos que este processo é uma farsa porque não formulam a acusação, nem apresentam provas de nada do que põem a circular na comunicação social. A única intenção deste processo é assassinar Sócrates politicamente e atingir o PS!