António Cotrim / Lusa

O Ministério Público está a investigar a morte de uma criança de 3 anos que foi encontrada morta num tanque de rega em Barcelos, neste domingo. O pai do menino está certo de que não foi um acidente.

O menino três anos foi encontrado já sem vida por volta das 17 horas de domingo, num tanque de rega próximo da casa dos pais em Alvito – São Pedro, Barcelos.

A criança esteve desaparecida durante algumas horas e acabou por ser encontrada naquele local, um tanque que “existe há mais de 200 anos, junto a uma estrada movimentada que dá acesso ao terreno privado”, como reporta o jornal i.

O Diário do Minho cita moradores da zona que referem que o menino, adoptado pela família de Barcelos, costumava brincar com cães

naquela área. Terão sido os cães a darem “o alerta” para o desaparecimento da criança quando “apareceram no final do dia molhados”, frisa o jornal.

O pai do menino não acredita que se tenha tratado de um acidente. “O meu filho não pode ter ido para aquele tanque sozinho. Ele não conseguia, é impossível. Alguém o levou para ali”, desabafa em declarações ao Correio da Manhã (CM).

Nunca viemos para esta zona da freguesia, como é que o menino decidiu vir para aqui. Não pode ser”, insiste o pai da criança.

O CM reporta que o menino foi encontrado “de barriga para baixo, já inanimado, depois do local ter sido indicado por outra criança que ajudou nas buscas“.

O tanque de rega situa-se num terreno privado, cujo acesso “não estava vedado”, segundo o CM que refere que só depois do acidente é que foi colocado no local “um portão improvisado pelos donos”.

“A criança encontrava-se em paragem cardio-respiratória” quando foi encontrada, como explica uma nota do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviada à Lusa. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Barcelos ainda realizou “manobras de suporte avançado de vida, mas sem sucesso, tendo o óbito sido declarado no local”, acrescenta o INEM.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou entretanto que o Ministério Público instaurou um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu a morte da criança. Para já, não há ainda arguidos constituídos.

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