José Sena Goulão / Lusa
Há 302 novos casos de Covid-19 em Portugal, elevando o total de casos para 2.362. Há 33 mortos e 22 recuperados.
Em Portugal, há 2.369 infetados, um aumento de 14,7% relativamente ao valor divulgado na segunda-feira e o aumento diário mais baixo até agora. Na segunda-feira, por exemplo, o aumento tinha sido de cerca de 29%.
O Norte continua a ser o mais infetado com 1.130 casos, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (852), Centro (293), Algarve (46), Açores (12), Madeira (11) e Alentejo (6).
Pela primeira vez, o boletim da DGS inclui uma distribuição geográfica do número de casos confirmados por concelho. Neste momento, existem casos confirmados em 66 municípios portugueses. O concelho mais afetado é o de Lisboa, com 175 casos, seguido do Porto, com 126, e da Maia, com 104.
No total, há 33 mortos, mais sete do que na segunda-feira, e há 22 recuperados, mais oito do que ontem – um aumento de 57%.
No Norte, há nove mortos; no Centro 11, na região de Lisboa e Vale do Tejo, oito. Nos Açores, foi registada a primeira morte. Apenas a Madeira e o Alentejo não registam óbitos até agora.
As autoridades de saúde têm sob vigilância 11.842 pessoas e 1.783 continuam a aguardar resultado dos testes.
António Lacerda Sales anunciou que Portugal vai entrar em fase de mitigação a partir de quinta-feira. Isto significa que o país deixou de ser capaz de conter a propagação do vírus. O novo coronavírus está instalado na comunidade e a espalhar-se. O sistema de saúde vai preparar-se para dar resposta à pior fase da pandemia.
“Esta nova abordagem implicará a criação de pelo menos uma área dedicada à Covid-19 em cada agrupamento dos centros de saúde”, destacou António Lacerda Sales, esclarecendo que “apesar disso, as pessoas com sintomas devem fazer um contacto prévio com a Linha SNS24”.
“Nós não estamos a poupar em testes”
Em relação ao stock de 30 mil testes referidos por António Costa na segunda-feira, António Lacerda Sales confirmou a sua existência. Porém, garantiu que o país tem de ter critérios de “racionalização” para decidir quem deve fazer os testes.
“Quando dizemos que temos uma capacidade diária de quatro mil testes e estamos a fazer dois mil por dia, temos uma capacidade de testagem superior
ao valor que estamos efetivamente a testar por dia”.“Temos 180 mil testes encomendados, dos quais 80 mil chegarão ao final desta semana”, acrescentou. “Tem de haver um racional para se testar. Não podemos fazer um rastreio populacional de dez milhões de habitantes. Tem de haver critério.”
“Nós não estamos a poupar em testes. Não estamos a poupar em nada. Estamos é a fazê-lo de uma forma séria, responsável e racional. Queremos continuar a fazê-lo e tem de ser feito de uma forma adaptável. Se os casos começarem a aumentar, temos de avançar para testagem com maior número e de acordo com a estratificação de grupos de risco”, disse o secretário de Estado, em resposta aos jornalistas.
Doentes em lares prioritários para testagem
Questionado sobre se não deverá haver testes aos doentes instalados em lar de idosos, o secretário de Estado disse estar a acompanhar a situação.
“Estamos a adaptar-nos a esta evolução e por isso mesmo a norma que vai produzir efeitos a partir do dia 26 vai ter como um dos critérios de prioridade ‘doentes em lares e unidades de convalescença’”, avançou. “Porque sentimos que esta população mais vulnerável tem de ser defendida, bem como os funcionários que trabalham com esta população”.
Quanto a equipamentos de proteção individual, Sales assegurou que está a ser feito “um reforço no mercado”. “Estamos a trabalhar com as recomendações da própria CDC”, disse, referindo-se ao Centro de Controlo das Doenças norte-americano.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. A nível mundial, o último balanço aponta para 341 mil infetados, quase 15 mil mortos e perto de 100 mil recuperados. Cerca de 20% da população mundial está em isolamento.
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Facil basta não fazer testes como esta a fazer Brasil,Índia, Irão e temos ZERO casos novos.