Stella Kyriakides

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, considerou que a situação pandémica é ainda “frágil”, dando o exemplo da evolução da covid-19 em Portugal para sustentar que é necessário continuarmos vigilantes.

“Penso que o exemplo de Portugal mostra muito claramente como a situação é frágil. E, em regiões mais ou menos inatingidas até agora, está-se a assistir a um aumento no número de casos”, afirmou Stella Kyriakides em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias.

“Ninguém pode dizer como as próximas semanas e meses vão desenrolar-se. Certamente não estamos onde estávamos em janeiro e fevereiro, quando os casos apareceram pela primeira vez. Mas precisamos de estar vigilantes

e, quando necessário, tomarmos medidas para proteger os cidadãos”, acrescentou a mesma responsável.

Na mesma entrevista, Kyriakides sublinhou que a luta contra o covid-19 ainda não acabou.

“Penso que o que precisamos entender – que é o que tenho dito desde o início – é que, enquanto o vírus estiver aí, ele estará a circular entre nós. (…) Juntamente com os cidadãos, percebendo que a covid-19 anda a circular por aí”.

E insistiu: “Precisamos de continuar vigilantes. Precisamos de continuar a fazer distanciamento social, fazer a higiene das mãos, porque ainda não superámos isto. Estamos numa fase diferente desta pandemia. Mas ainda não nos livrámos disto“.

Portugal registou esta sexta-feira mais oito mortes causadas pela covid-19 do que na quarta-feira e mais 328 infetados, cerca de 83% dos quais na Região de Lisboa e Vale do Tejo, divulgou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo a DGS, o número de mortes relacionadas com a covid-19 ascende a 1.587, enquanto os casos confirmados desde o início da pandemia totalizam 42.782.

Em comparação com os dados de quarta-feira, constatou-se hoje um aumento de óbitos de 0,5% e de 0,7% nas infeções.  Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu hoje os 19.656 casos, mais 273 do que na quarta-feira. Desde o início, esta região registou quase metade (46%) dos casos de infeção confirmados no país.

 

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