José Sena Goulão / Lusa

O primeiro-ministro António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, recusou ser presidente do Conselho Europeu durante o recente processo negocial que levou à escolha dos nomes para os principais da União Europeia. E foi  “em nome do interesse do país e do PS.

Segundo revela o jornal Público este sábado, António Costa foi mesmo convidado para um cargo de relevo na hierarquia da União Europeia, e recusou. O primeiro-ministro português terá sido convidado para presidente do Conselho Europeu, mas a proximidade das eleições legislativas terá levado Costa a rejeitar o cargo.

Na terça-feira, o primeiro-ministro assumiu ter sido convidado para um dos cargos de topo da União Europeia, tendo recusado por estar “exclusivamente” dedicado ao seu compromisso com Portugal e os portugueses. O cargo em causa, sabe-se agora, seria a presidência do Conselho Europeu, actualmente ocupada pelo polaco Donald Tusk.

“Já disse o que tinha a dizer várias vezes sobre essa matéria. Não tenciono desertar de Portugal. Estou muito empenhado em continuar a fazer aquilo que tenho vindo que a fazer, como aliás está provado”, reforçou Costa, no que é entendido como uma crítica ao antigo primeiro-ministro Durão Barroso, que se demitiu do cargo em 2004 para aceitar a presidência da Comissão Europeia.

Costa tem a noção de que a sua eventual saída do governo para aceitar um cargo europeu “afundaria o PS nas legislativas” de 6 de outubro, diz o Público, que adianta que o nome de António Costa foi também equacionado para presidir à Comissão Europeia.

O primeiro-ministro português foi um dos responsáveis, juntamente com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, pela proposta de eleição de um socialista para a presidência da Comissão Europeia – algo como uma “geringonça da UE”, depois de nas as últimas eleições europeias, o Partido Popular Europeu ter sido o mais votado, mas sem conseguir assegurar uma maioria de direita no Parlamento.

No entanto, as negociações para fazer eleger Frans Timmermans acabariam por fracassar, e Ursula von der Leyen foi o nome indicado pelos líderes dos 28 Estados-membros da União Europeia para suceder ao luxemburguês Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia.

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