Mário Cruz / Lusa
Longe da maioria absoluta que as primeiras sondagens vaticinaram, António Costa, secretário geral do PS e atual primeiro-ministro, já só pensa em conseguir mais deputados do que toda a direita junta, avança o Expresso.
De acordo com o semanário, que avança a informação esta sexta-feira, último dia de campanha antes da legislativas do próximo domingo, conseguir arrecadar mais votos do que a soma da direita – seja esta com PSD e CDS ou incluindo Aliança, Chega! ou Iniciativa Liberal – é a fasquia traçada pelos socialistas para reclamarem uma vitória clara.
Segundo adianta o Expresso, António Costa não quer ficar dependente de entendimentos à esquerda para superar a direita no Parlamento e, por isso, esta nova “estratégia” pode ser crucial para uma futura governação.
Este cenário não é melhor do que a maioria absoluta, contudo é o segundo melhor: se o PS conseguir eleger mais deputados sozinho do que as direitas juntas, António Costa sabe que basta que a restante esquerda se abstenha para que os socialistas vençam as votações.
“Se o PS tiver mais deputados do que a direita, só é derrotado se o PCP, o BE, o PAN ou algum deles (depende da diferença PS/direita) votar com a direita”, sintetizou fonte socialista próxima de António Costa ao Expresso.
O semanário recorda que este cenário, onde esquerda se alia à direita para travar o PS, não é impossível – aliás, as maiorias negativas aconteceram durante a legislatura, apesar dos acordos escritos firmados entre PS e parceiros.
Contudo, obrigaria a esquerda a assumir as responsabilidades dessa opção. “Nesse caso, PCP e BE terão de assumir as suas responsabilidades
se se aliarem à direita para derrotarem o PS”, afirmou um outro responsável socialista em declarações ao jornal.Apurou ainda o Expresso que no núcleo duro do Governo e do PS já só se pensa pós-eleições: o PS acredita que vai crescer relativamente às eleições de 2015, embora este crescimento não seja suficiente para que governe sozinho. Teme-se ainda que uma eventual queda dos comunistas e reforço dos bloquistas possam complicar as contas do PS.
E foi esta mesma convicção que foi marcando a campanha eleitoral, onde ser verificou uma uma “maior simpatia” socialista com o PCP e alguns “sinais de sedução” ao PAN. O PS quis deixar todos os cenários em aberto, tentando travar o crescimento do Bloco, sintetiza o semanário Expresso.
Uma análise do jornal Público, publicada a semana passada sobre um cenário pós-eleições onde o PS não consegue maioria absoluta para governar dá conta dos mesmos receios agora apontados pelo Expresso: segundo o diário, o maior medo do PS é que o PCP tenha um mau resultado e que o BE cresça em demasia.
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olha e não é que sabem agora no que pensam as pessoas???
será telepatia?