Mário Cruz / Lusa

O secretário geral socialista defendeu esta quarta-feira que é necessário dar mais força ao PS, impedindo assim que o país ande para trás. No entender de António Costa, o eventual regresso do PSD ao poder poderá implicar cortes nos salários, aumento de imposto e o fim dos passes sociais.

O aviso de António Costa foi deixado no encerramento de um comício em Loulé esta quarta-feira, no mesmo dia em que uma sondagem da Pitagórica para o Jornal de Notícias, TSF e TVI revelou que a diferença entre o PS e o PSD caiu para metade.

Para garantir a estabilidade política no país e assegurar que medidas como os passes sociais não sejam revertidas, o líder socialista apelou ao voto no PS.

Durante uma arruada no centro de Faro, António Costa encontrou alguns espanhóis que elogiaram a estabilidade política em Portugal. “Para evitar termos a instabilidade dos nossos vizinhos [Espanha], para continuarmos a ter a estabilidade que temos, é preciso dar força ao PS”, reforçou.

Em Loulé, o secretário geral não ignorou os resultados das últimas sondagens e, apesar de haver já “muita gente a fazer contas sobre as eleições”, há uma coisa que o PS já sabe.

“Sabe que as eleições não se ganham ou perdem nas sondagens, sabe que as eleições só se perdem e só se ganham nas urnas – e quem vai votar vota no partido que deseja que governe. Quem quer mais quatro anos de estabilidade com um Governo do PS, deve votar no PS. Quem não quer mais quatro anos de estabilidade com um Governo do PS, então tem uma enorme liberdade de escolha”, sustentou.

No mesmo discurso, António Costa dirigiu ainda vários ataques ao PSD. O secretário geral referiu-se às críticas feitas pelo presidente do PSD, Rui Rio, à forma como foram introduzidos os novos passes sociais.

“Disse que era só um benefício para os lisboetas e para os portuenses, mas é falso, porque se trata de um benefício que existe em todas as comunidades intermunicipais. No Algarve, já há um passe único, de 40 euros, que abrange não só o transporte rodoviário, como também o da CP. Não doutor Rui Rio, quem está em Faro ou em Portimão ou em Lagos, não está em Lisboa nem no Porto – e tem direito aos novos passes sociais”, disse.

Partindo deste exemplo, e citando o Diabo do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Costa voltou a insistir que por estes casos é “que é preciso dar força ao PS”.

“Nós conhecemos bem aqueles que diziam que nada disto era possível, porque fazendo tudo o que se propunha vinha aí o Diabo. Com tanto medo do Diabo, nada nos garante que eles, chegando ao poder, para evitar o Diabo, não façam tudo andar para trás – e os passes desapareçam, os salários voltem a ser cortados, as pensões também e com os impostos a aumentar”, declarou o secretário-geral do PS.

Dirigindo-se a uma plateia com centenas de socialista, disse: “Não, connosco o Diabo não vem, mas connosco o país não volta a andar para trás”.

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