(dr) Conselho da União Europeia

Não há condições financeiras para acabar com a sobretaxa de IRS em 2016. É António Costa quem o diz, reafirmando assim as divergências com Bloco de Esquerda e PCP neste capítulo.

Em entrevista ao jornal Público, o primeiro-ministro constata que “infelizmente, não temos condições financeiras para eliminar integralmente a sobretaxa para todos os contribuintes” já em 2016.

Frisando que “essa questão ainda está a ser trabalhada na Assembleia da República”, António Costa avança com várias possíveis soluções para resolver o impasse com os aliados do governo socialista, Bloco de Esquerda e PCP, que defendem a extinção imediata da sobretaxa.

“Há várias soluções possíveis e estão a ser trabalhadas de forma a poder beneficiar o mais rapidamente possível um maior número de contribuintes”, mas, alerta António Costa, “dentro daquilo que são os limites da capacidade financeira do Estado“.

O primeiro-ministro fala das possibilidades de uma devolução variável, em função dos rendimentos, e da reposição de metade da sobretaxa em 2016 e da outra metade em 2017.

Certo é que o assunto não tem consenso na aliança de Esquerda que colocou Costa no poder.

Do lado do Bloco de Esquerda, Catarina Martins repete a ideia de que “a sobretaxa de IRS deve ser extinta em 2016”.

A porta-voz dos bloquistas mantém contudo, aberta a porta a um entendimento com o PS, sublinhando que a “prioridade” é “proteger quem tem rendimentos mais baixos”, conforme declarações numa conferência de imprensa, após uma reunião do partido.

Jerónimo de Sousa, por seu lado, avisa que o PCP não fará “favores a ninguém” na luta pelos interesses dos trabalhadores.

Durante um almoço com militantes, o líder comunista prometeu contudo, honrar o compromisso com o PS.

SV, ZAP