José Sena Goulão / Lusa
Mário Centeno, António Costa
Mário Centeno está mesmo de saída do Governo para a liderança do Banco de Portugal (BdP) e o primeiro-ministro, António Costa, já está a preparar a sua substituição, que deverá acontecer neste verão.
A informação é avançada este sábado pelo jornal Observador, que confirmou, junto de fonte do Executivo socialista, que a saída de Mário Centeno é já dada como certa.
A saída acontecerá entre junho e julho, janela temporal durante a qual Mário Centeno termina as suas funções como presidente do Eurogrupo (13 de julho) e o cargo de governador do Banco de Portugal, que tem sido apontado ao governante, fica vago.
Mário Centeno foi sempre deixando a porta aberta para a eventualidade de assumir a liderança do regulador central, sem nunca assumir que ambiciona assumir o cargo.
Surgiram algumas vozes críticas, que consideram que a saída direta de Mário Centeno do Governo de António Costa para a liderança do BdP acarreta conflitos de interesse e pode mesmo colocar em causa a independência dos regulares e supervisores.
Contudo, no topo do Governo, conta ainda o jornal, não se vê nenhum problema nesta mudança, que é já dada como certa. “Já não é notícia para ninguém”, revelou a fonte.
Esta alteração deve acontecer a dois tempos, até porque a nomeação do Governador é feita por resolução do Conselho de Ministros, sob proposta do Ministro das Finanças e após audição na Assembleia da República.
Ou seja, o novo ministro das Finanças, cujo nome António Costa já terá em mente, irá nomear Mário Centeno para o Banco de Portugal. Na prática, será o sucessor de Mário Centeno a nomear o próprio Mário Centeno.
O Observador não refere quem será o substituto, adiantando que a remodelação governativa deverá ficar apenas pela alteração na pasta das Finanças.
O Governo já estará também a alinhar casos para rebater as críticas sobre os alegados conflitos de interesse.
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No fundo está tudo certo, é o feudalismo súcialista. O suzerano concede ao lacaio que o srrviu bem, um título e uma mercê.