Manuel de Almeida / Lusa
O primeiro-ministro, António Costa
A nomeação do Coronel Joaquim Leitão para liderar a Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) avançou contra um parecer negativo dos generais, surgindo críticas à escolha pelas relações próximas com António Costa e com o PS.
O jornal Sol apurou que o Conselho Superior de Oficiais do Exército, órgão que integra todos os generais em funções com pelo menos três estrelas, chumbou a escolha do Coronel Joaquim Leitão para a liderança da Protecção Civil.
Apesar do parecer negativo dos generais, António Costa avançou com a nomeação, em 2016, para substituir o General Grave Pereira que se tinha demitido em ruptura com a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.
O documento consultado pelo Sol referia que se deveria escolher antes um General e não um Coronel.
Também a Renascença noticiava, na altura da nomeação, a “estranheza” com a escolha “porque a tradição tem passado por escolher generais”.
A chegada de Joaquim Leitão à liderança da ANPC despoletou ainda críticas pelas relações existentes entre o Coronel e a sua família e António Costa e o PS.
Joaquim Leitão foi adjunto do gabinete do secretário de Estado da Administração Interna quando António Costa era o ministro em funções, em 2005. E em 2008, com António Costa a presidir à Câmara de Lisboa, o Coronel foi nomeado comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros da capital.
Além disso, a mulher e a filha do Coronel, Isabel Leitão e Ana Leitão, integram o aparelho do PS. Isabel Leitão desempenhou vários cargos públicos desde o Governo de Sócrates e Ana Leitão trabalha na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior que tem um presidente do PS.
O Coronel tem também sido criticado por não ter dado a cara durante o grande incêndio e por só ter aparecido nesta sexta-feira.
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Eis aí o resultado! Só não vê isso quem não quer ver! E pior que tudo isso é quererem, a todo o custo, fazer acreditar no contrário. Acharem que os restantes portugueses não vêem o que está a acontecer! Acorda POVO português!