José Sena Goulão / Lusa
Ao fim de quase três horas de reunião entre os líderes de PSD, CDS-PP e PS, fica tudo na mesma e o impasse para a formação do próximo governo de Portugal continua. Foi uma “reunião inconclusiva”, assumiu António Costa, que se ficou pelo afiar de facas para os próximos episódios.
Esta reunião tripartida com vista à procura de soluções de estabilidade para o próximo governo arrancou às 9 da manhã e, volvidas quase três horas, não houve fumo branco.
António Costa revelou aos jornalistas que não houve discussão de “propostas concretas” e que essa fase do processo negocial deverá ocorrer na próxima terça-feira, em novo encontro entre as partes.
O PSD e o CDS-PP, por seu lado, mostram-se “disponíveis para discutir qualquer proposta do PS”, conforme afiançou Passos Coelho no fim da reunião.
E se nenhum dos intervenientes o diz, é evidente que o PS tem neste momento as cartas na mão e, segundo algumas fontes socialistas citadas pelos média, estará a jogar a ameaça da formação de um governo de Esquerda como trunfo.
António Costa conta com a abertura já manifestada por PCP e Bloco de Esquerda para moderarem posições em determinadas áreas, visando um entendimento à esquerda – há rumores de que PS e PCP já terão inclusive trocado documentos com detalhes “técnicos”, noticia a TSF.
Na segunda-feira, o líder do PS reúne-se com o Bloco de Esquerda e só depois disso deverá definir decisivamente a sua estratégia.
Para já, ninguém abre o jogo
No contacto com a comunicação social após o encontro tripartido, Passos Coelho expressou a ideia de que o PSD e o CDS-PP querem acolher propostas do PS para obter um acordo sobre as linhas gerais do seu Programa do Governo e do Orçamento do Estado para 2016, sem traçar “linhas vermelhas”
.Passos Coelho afirmou que esperava que fossem os socialistas a apresentar propostas concretas mas que, como isso não aconteceu, PSD e CDS-PP vão fazer “um exercício um bocadinho mais atrevido” de tentar “seleccionar propostas do PS” para debater no próximo encontro na terça-feira.
António Costa, por seu lado, considerou “bastante inconclusiva” a reunião, atirando para as costas dos partidos da Coligação a responsabilidade de apresentar “propostas concretas”.
No encontro na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Passos Coelho esteve acompanhado dos vice-presidentes do PSD Jorge Moreira da Silva e Marco António Costa.
Pelo CDS-PP estiveram, além de Paulo Portas, os vice-presidentes Assunção Cristas e Pedro Mota Soares.
Já António Costa fez-se acompanhar do presidente do PS, Carlos César, do coordenador do cenário macroeconómico socialista, Mário Centeno, e dos dirigentes nacionais Ana Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos.
ZAP / Lusa
O PS, o partido da fraternidade e do amor ao próximo, leia-se amor de irmão, vai coligar-se com o PCP. Vai cumprir-se um velho desejo de infância. Será um casamento perfeito !!!! para alguns claro ...