António Costa considera que o PSD pode “tornar-se um parceiro activo” do governo e desafia assim, Passos Coelho a “consensos políticos”.
A ideia foi expressa pelo primeiro-ministro numa entrevista ao Expresso, onde constata que “seria uma pena se o PSD continuasse fechado naquele casulo perdido no passado e não regressasse ao tempo presente”.
“Não queremos nem pretendemos excluir ninguém do diálogo político”, diz ainda António Costa, sublinhando que há “matérias que pela sua natureza convidam a consensos políticos“.
Embora note que é preciso “respeitar o luto da direita”, o primeiro-ministro considera também que o PSD se pode “tornar um parceiro activo” do governo PS.
Quanto aos aliados da Esquerda, António Costa diz-se “tranquilo”, mas deixa um claro aviso relativamente ao Orçamento de Estado.
Bloco de Esquerda e PCP reagiram à proposta do Orçamento de Estado com algumas críticas, deixando no ar a ideia de que podem vir a encostar Costa às cordas
no sentido de alterar medidas mais gravosas para os contribuintes.“As balizas são conhecidas”, alerta Costa na entrevista ao semanário, realçando que qualquer aumento de despesa terá de ser compensado.
Ainda sobre o Orçamento de Estado e as negociações com a Comissão Europeia, o primeiro-ministro diz que esta nunca “condicionou” o seu governo “relativamente a esta ou àquela medida” e que até o ponto das metas foi “negociado”.
Costa comenta também no Expresso a questão das 35 horas na Função Pública, considerando que “tem vindo a fazer-se um fetichismo sobre esta história”.
O governante deixa, por fim, a garantia de que consigo no governo a Caixa Geral de Depósitos será “sempre 100% pública”.
ZAP
É preciso ter lata!